quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Ensino Passado a Limpo

in Educare - aqui 
Entrevista ao Professor Santana Castilho

“Impuseram, à bruta, um sistema de classificação inqualificável”
Sara R. Oliveira | 2011-05-11
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O professor Santana Castilho critica, sem rodeios, o estado da Educação no seu novo livro. A obra é lançada amanhã e, entre muitos assuntos, aborda a perda de autoridade dos professores e revela que 27% dos pacientes dos psiquiatras são docentes.
Santana Castilho, professor de Organização e Gestão do Ensino, vai direto ao assunto. Na sua opinião, a sociedade tem vindo, gradualmente, "a perder a noção que o sistema de educação serve pessoas". As suas ideias são apresentadas no livro O Ensino Passado a Limpo - Um sistema de ensino para Portugal e para os portugueses, editado pela Porto Editora e lançado amanhã. Uma crítica dura ao estado da educação no nosso país.

"Os professores perderam o poder porque se endeusaram políticas de falsa promoção de sucesso escolar, afogando-os em burocracias sem sentido, impeditivas do cumprimento da sua missão nobre: ensinar", refere nesta entrevista, sustentando que há uma crise de autoridade na escola.

O facilitismo e a indisciplina são, na sua perspetiva, os grandes problemas do Ministério da Educação. Aponta o dedo ao fabrico de resultados estatísticos imediatos, garante que tudo falhará se se continuar a reformar por decreto e defende a autonomia das escolas e a extinção das direções regionais de educação. "A vida dos docentes está submersa por papéis, processos, reuniões e práticas administrativas sem sentido, inúteis, ineficazes e doentiamente kafkianas", avisa no seu livro. E mais: os professores portugueses trabalham, em média, mais 83 horas por ano do que os colegas da OCDE.

"A síntese do que me preocupa é o próprio livro. Mas, se quiser uma síntese da síntese, dir-lhe-ei: temos, gradualmente, vindo a perder a noção que o sistema de educação serve pessoas."

A educação é um direito. Refere que é um "disparate" ter os portugueses na escola até aos 18 anos e está cansado das iniciativas que garantem os direitos das minorias prevaricadoras e não das maiorias cumpridoras. Em seu entender, é preciso alterar o modelo de gestão das escolas, auditar a atividade da Parque Escolar, debater publicamente os programas escolares e recuperar os exames nacionais a todas as disciplinas. "A educação nacional foi, nos últimos seis anos, governada por snipers da portaria e do despacho, que usurparam a democraticidade e destruíram a cooperação", escreve na sua obra.

Um livro que desmonta várias situações e que aponta caminhos que podem ser escutados e integrados numa nova política educativa. O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, assina o prefácio. "Aqui se procura, com grande pragmatismo mas sem perda de um sólido quadro de referência programática, apontar orientações e soluções suscetíveis de serem incorporadas num programa de ação política governativa", sublinha o social-democrata.

"Os professores perderam o poder porque políticos demagógicos se esqueceram que o direito à educação é indissociável do dever de estudar e trabalhar, missão do aluno."

EDUCARE.PT: Refere, no seu livro, que há uma crise de autoridade na escola. Os professores perderam o "poder" que tinham? Alterar o Estatuto do Aluno poderá ser uma forma de recuperar o "respeito"?
Santana Castilho: Os professores perderam o poder porque foram sistematicamente vilipendiados e apontados como responsáveis pelos erros dos políticos. Os professores perderam o poder porque se endeusaram políticas de falsa promoção de sucesso escolar, afogando-os em burocracias sem sentido, impeditivas do cumprimento da sua missão nobre: ensinar.

Os professores perderam o poder porque quiseram, mal, que eles substituíssem a responsabilidade primeira dos pais: fornecerem aos filhos regras de conduta civilizada, sem as quais nenhuma escola funciona, por melhores que sejam os professores. Os professores perderam o poder porque políticos demagógicos se esqueceram que o direito à educação é indissociável do dever de estudar e trabalhar, missão do aluno. Neste contexto, a alteração do Estatuto do Aluno ajudará a trazer uma nova ordem à escola. Mas é apenas um aspeto de um trabalho pesado, que pesa sobre o próximo Governo. O Estado tem vivido em licença sabática, ocupado a servir a sua corte. Há que acordá-lo para que sirva todo o país e todos os portugueses, a sua missão, afinal.

"Não sou contra a avaliação, desde que seja exequível e contribua para melhorar a qualidade do sistema de ensino e a qualidade do desempenho dos professores."

E: Critica duramente o modelo de avaliação, referindo que é "tecnicamente uma nulidade e politicamente um desastre". Contra a avaliação ou a favor de um outro método avaliativo?
SC: A avaliação é uma coisa distinta da classificação. Um primeiro-ministro e uma ministra da Educação ignorantes e que odiaram os professores confundiram os dois conceitos e impuseram, à bruta, um sistema de classificação inqualificável.

Não sou contra a avaliação, desde que seja exequível e contribua para melhorar a qualidade do sistema de ensino e a qualidade do desempenho dos professores. Qualquer inteligência média compreende isto. Infelizmente, muitos políticos e comentadores não compreenderam e continuam a não compreender.

E: Sustenta que tudo falhará se se insistir em reformar por decreto e defende a autonomia das escolas. Neste sentido, qual seria o papel do Ministério da Educação?
SC: Definir as políticas, garantir a qualidade do sistema de ensino (e o que se entende por qualidade também tem de ser definido), zelar pela eficiência do sistema (porque o dinheiro dos contribuintes tem de ser bem gasto e com resultados), supervisionar e apoiar construtivamente as escolas e os professores no seu exercício profissional autónomo.

E: Avaliar as atividades da tutela é uma das medidas que propõe no seu livro. Desconfiado com a atuação do Ministério?
SC: Como em qualquer sistema, quem dirige é o primeiro interessado em ter elementos constantes que permitam corrigir rotas mal traçadas. Um Ministério da Educação não é um califado a que se deva obediência cega, ou um papado infalível. Não é uma questão de desconfiança. É uma questão de mudança de paradigma. Auscultar o que os portugueses pensam da aplicação das políticas delineadas pelo Ministério da Educação parece-me ser um belo começo para que professores, pais e alunos se sintam cada vez mais como entidade coesa.

Utopia? Talvez! Mas um grande Professor (a maiúscula é intencional), que também foi poeta, ensinou-nos, há muito, que o sonho comanda a vida.

E: Escreve que o facilitismo e a indisciplina são os problemas maiores do Ministério da Educação. Em que se refletem esses problemas?
SC: Na falta de seriedade do sistema de ensino, na ausência de condições de base para que os professores possam trabalhar e na falta de futuro dos nossos filhos e netos.

"Defendo, como sabe, a ampla autonomia das escolas e a responsabilização plena dos seus agentes pela respetiva missão."

E: O que se ganharia com a extinção das direções regionais de educação, como sugere?
SC: O que se ganha quando se removem excrescências moles, que de nada servem a não ser complicar o normal funcionamento do sistema. Defendo, como sabe, a ampla autonomia das escolas e a responsabilização plena dos seus agentes pela respetiva missão. Neste quadro, ter uma corte de burocratas de serviço, que são meras correias de transmissão de um poder centralizado, que também combato, seria impensável. Tanto mais que consomem uma boa maquia dos impostos dos portugueses.

E: Estamos perante um sistema de ensino que não funciona? Diz que copiar modelos do estrangeiro nem sempre resulta...
SC: Não resulta nunca. Temos a nossa cultura e os nossos problemas específicos.

E: Por que razão afirma que é um "disparate" ter os portugueses na escola até aos 18 anos?
SC: Como pai, não aceito que o Estado decida por mim e pelos meus filhos a educação que eles prosseguem. Como cidadão, quero liberdade para trabalhar aos 16 anos, como, aliás, o próprio Código do Trabalho consigna. Deve o Estado garantir a todos que queiram e tenham capacidade para tal, sublinhe-se, a prossecução de estudos, sem entraves. Mas não deve o Estado impor a escola a quem já pode ser responsabilizado por crime, sabe o que faz e quer ir trabalhar. Porque, ao invés de ser compulsiva, a educação deve ser tida como um direito. Chega de Estado que diz proteger-nos de tudo menos dele próprio.

Ao argumento anterior, que é teórico, acrescem outros, de natureza prática. Os nove anos de ensino obrigatório, aprovados em 1986, demoraram 10 anos a transpor para a prática efetiva. Ainda hoje não são cumpridos na íntegra. Manter na escola, à força e à pressa, quem lá não quer estar ou não tem capacidade para prosseguir estudos, acrescentará mais violência e mais indisciplina a um ambiente que já é grave. Tal medida, a não colher o primeiro argumento, pressuporia uma preparação, que não foi feita, para receber os estimados 30 000 novos alunos. Pressuporia uma reformulação completa dos objetivos e das vias do ensino secundário, principalmente quanto ao ensino profissional que, como está, é um logro. Pressuporia a efetiva gratuitidade do ensino, que está longe de estar cumprida no quadro dos nove anos até há pouco vigentes.

Se uma das causas do atual abandono, que se aproxima dos 36%, radica nesta variável, alguém de bom senso antecipa que a sociedade, com dois milhões de pobres e dois milhões de assistidos, mais de meio milhão de desempregados e magro PIB, pague para ficar com os filhos 12 anos sentados na escola? Com outros salários, com outro nível de vida, talvez. Assim, obviamente que não! E não me venham com a falácia das bolsas, que um Estado quase falido não vai poder pagar. É só olhar para a história de 2005 a 2011 para perceber que estamos nos antípodas da seriedade e no terreno do mais rudimentar marketing político.

"Porque, ao invés de ser compulsiva, a educação deve ser tida como um direito."

E: Por outro lado, defende que as crianças só devem entrar na escola aos sete anos...
SC: Não defendo, liminarmente. Penso que seria uma boa medida, por acautelar, em termos genéricos, uma outra maturidade à entrada no ensino obrigatório. Proponho que se discuta o tema e se ouçam os especialistas.

E: O debate público dos programas escolares é, na sua opinião, um caminho para que os currículos sejam mais eficazes?
SC: Sim, mas falo de um debate público com organizações qualificadas.

E: Critica a atuação do Governo nos últimos dois mandatos, desconstrói alguns discursos de José Sócrates, coloca em causa a amostra utilizada no PISA, refere que se protege mais a minorias prevaricadoras do que as maiorias cumpridoras, revela que 27% dos pacientes dos psiquiatras são professores. O que mais o preocupa neste mundo da educação?
SC: A síntese do que me preocupa é o próprio livro. Mas, se quiser uma síntese da síntese, dir-lhe-ei: temos, gradualmente, vindo a perder a noção que o sistema de educação serve pessoas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

amanhã: greve da função pública

A paralisação nacional, marcada para 6 de Maio pela Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (afecta à CGTP) “em defesa dos serviços públicos”, abrange a administração central, ministérios, escolas, hospitais, serviços da Segurança Social, autarquias, tribunais e sociedades anónimas, mas deixa de fora as empresas do sector empresarial do Estado, o que quer dizer não haverá paralisações dos trabalhadores da CP, da Refer ou da Metro de Lisboa e da Metro do Porto.


ler notícia completa aqui

Maio, o mês do coração

do sítio da Fundação Portuguesa de Cardiologia (aqui) :

Dia/Mês
Programa
Local
3 Maio a
21 Maio
·         PEDITÓRIO NACIONAL
NACIONAL
5 e 6 Maio
COIMBRA - QUINTA DAS LÁGRIMAS
12 Maio a
14 Maio
LISBOA - ESTÁDIO UNIVERSITÁRIO
27 Maio
·         JANTAR DE BENEMERÊNCIA

LISBOA

flash - notícias

Fonte: PÚBLICO online

1.
Troika diz que pedir ajuda mais cedo poderia ter suavizado medidas
Se o país tivesse pedido ajuda há mais tempo talvez alguns aspectos do programa de ajustamento tivessem sido mais brandos, diz Jürgen Kröger, o responsável da Comissão Europeia. - ler mais

Troika (russo:тройка) é a palavra russa que designa um comité de três membros. A origem do termo vem da "troika" que em russo significa um carro conduzido por três cavalos alinhados lado a lado, ou mais frequentemente, um trenó puxado por cavalos. Em política, a palavra troika designa uma aliança de três personagens do mesmo nível e poder que se reúnem em um esforço único para a gestão de uma entidade ou para completar uma missão, como o triunvirato histórico de Roma.  - fonte

2.
Presidente do BPI diz estar agradecido a todoa aqueles que levaram a que o Governo caísse
Ajuda Externa: Fernando Ulrich diz que acordo é “um final feliz” e “muito melhor que PEC IV” - ler mais

3.
Alice Vieira fala sobre o seu último livro: “O Livro da Avó Alice” - ver vídeo

4.
Recorde de 271 bandeiras azuis em praias portuguesas neste ano - ler mais


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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tese conclui que professores não se conseguem desligar do seu trabalho

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TSF, 3 de Maio, às 00:49
- ouvir aqui

Os professores portugueses não se conseguem desligar do trabalho nem durante o fim-de-semana, concluiu um estudo feito no âmbito de uma tese de doutoramento de uma docente de comportamento organizacional do Instituto Superior de Engenharia do Porto. A TSF falou com Maria Alexandra Costa, autora desta tese.

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na imagem, o pensador, de Auguste Rodin - só porque .. notícias destas deveriam dar que pensar...
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

uma escola de sucesso(s)

 do relatório de avaliação externa a que a ESAG foi sujeita:


V – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste capítulo, apresenta-se uma selecção dos atributos da Escola Secundária de António Gedeão, Almada (pontos fortes e fracos) e das condições de desenvolvimento da sua actividade (oportunidades e constrangimentos). A equipa de avaliação externa entende que esta selecção identifica os aspectos estratégicos que caracterizam a escola e define as áreas onde devem incidir os seus esforços de melhoria.
Os tópicos aqui identificados foram objecto de uma abordagem mais detalhada ao longo deste relatório.

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Pontos fortes
  • Participação organizada dos estudantes na vida da Escola, com impacto positivo na prestação do serviço educativo;
  • Gabinete de Prevenção da Indisciplina, promotor de actuações articuladas, nomeadamente entre docentes, assistentes operacionais e Associação de Estudantes;
  • Dinâmica de trabalho colaborativo na concepção e aplicação das planificações, bem como na ligação aos projectos e actividades da Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos;
  • Tempos comuns definidos nos horários dos professores, facilitadores do trabalho conjunto ao nível da didáctica e da avaliação de cada disciplina;
  • Bom clima educativo, facilitador das aprendizagens, que transparece nas relações interpessoais, assim como no profissionalismo de todos os trabalhadores, sendo evidentes a cultura de Escola e o sentimento de unidade;
  • O Director, a presidente do Conselho Geral e os outros órgãos de gestão e estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica, que evidenciam grande motivação e desenvolvem a sua acção de forma activa e empenhada;
  • Parcerias e protocolos com entidades públicas e privadas, tendo em vista a melhoria da prestação do serviço educativo, o que a comunidade reconhece.
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Pontos fracos
  • Persistência de alguns problemas de natureza disciplinar e comportamental;
  • Critérios de avaliação, que não contemplam, em todas as disciplinas, a transversalidade de competências em língua portuguesa, cidadania e linguagem científica e tecnológica;
  • Ineficácia das medidas educativas adoptadas, para melhorar o sucesso dos alunos com planos de acompanhamento;
  • Ausência de interligação entre os documentos de gestão, o que limita actuações educativas concertadas.

Oportunidade
  • Celebração de parceria com a Associação Social de Desenvolvimento do Laranjeiro, de forma a poder usufruir de recursos humanos especializados, para colaborar na resposta educativa aos alunos com necessidades educativas especiais.

Constrangimentos
  • Inexistência de um docente de Educação Especial, para colaborar nas actividades desenvolvidas com os alunos com necessidades educativas especiais;
  • Estado de degradação de alguns pavilhões pré-fabricados, o que dificulta a acção educativa.


A Equipa de Avaliação Externa:
António Frade, António Soares, Paulo Cruz.

quarta-feira, 30 de março de 2011

ESAG, avaliação externa

um excerto do relatório:

IV – AVALIAÇÃO POR FACTOR
1. Resultados
1.1 Sucesso académico
Pela análise dos resultados disponibilizados pela Escola, referentes ao triénio 2007-2008 a 2009-2010, constata-se que a taxa de sucesso relativa ao 3.º ciclo decresce ao longo do período, com valores de 88,5%, 83,1% e 80,7%, situando-se acima da média nacional no primeiro ano e abaixo da mesma nos seguintes (85,3%, 85,1%, 85,2%). 

Já nos cursos de educação e formação (CEF), a taxa de sucesso registou valores de 73,3%, em 2007-2008, para o Tipo 1 e, para o Tipo 2, de 92,3% e 76,9%, respectivamente, em 2008-2009 e 2009-2010. Para o Tipo 3, as taxas foram, no triénio, de 94,7%, 94,4% e 100%. 

A taxa de exclusão por faltas passou de 14,3% em 2007-2008, para 5,9% , em 2008-2009, registando um valor nulo em 2009-2010. 

Nos exames nacionais do 9.º ano, os resultados obtidos em Língua Portuguesa situaram-se acima dos valores nacionais em 2008 (+0,1) e igualaram-nos nos dois anos seguintes. Em Matemática, situaram-se abaixo dos resultados nacionais, em 2008, (-0,1), acima dos mesmos em 2009 (+0,2) e igualaram-nos em 2010.

No ensino secundário, para os cursos científico-humanísticos, a taxa de sucesso apresenta oscilações, com valores de 82,6%, 88,4% e 79,3%, sempre acima da média nacional (78,5%, 77,6%, 77,0%).

terça-feira, 15 de março de 2011

Futurália

A Futurália é a maior feira de educação e formação que se realiza em Portugal, atraindo todos os anos milhares de jovens.

Se queres descobrir o melhor caminho para a tua carreira profissional, vem descobrir primeiro tudo o que a Futurália tem para ti.


Ciências, como tem sido hábito, estará presente num stand com cerca de 108m2, onde durante os quatro dias de feira haverá muita animação com experiências ao vivo, distribuição de folhetos informativos e esclarecimento de dúvidas sobre os nossos cursos, bem como muitos brindes para todos os que nos visitem.




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Divulgado por:

Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa/FCUL
Faculty of Sciences of the University of Lisbon/FCUL
Campo Grande, 1749-016, Lisboa - Portugal
Unidade de Planeamento e Controlo da Gestão
Núcleo de Controlo de Gestão e Sistemas de Informação
Tel. +351 217 500 000 - Ext: 25302 | 25357

terça-feira, 8 de março de 2011

dia internacional da mulher



O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial.  Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. 

Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.


PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO?

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas.
Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo. 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Valentine 2

E houve festa no dia 14, conforme anúncio abaixo:



Só o tempo não se portou à altura, e a chuva acabou por estragar a actuação dos artistas: depois da violas do s'tor Milho..


e do Zé (12.º)..


 as canções de amor:



- a Inês já cantou debaixo de telha, e encantou!


- ficaram de fora as danças que, por imperativos de tempo - e do tempo - terão de esperar por outras abertas. Fica a foto das várias participantes, para que conste :)


um toque de bom humor nas coloridas fatiotas das artistas do 11.º D:

Valentine 1

Este ano, a Filosofia associou-se a Inglês na celebração desta tradição anglo-saxónica e os trabalhos dos alunos coloriram as paredes do pavilhão principal.

(as fotos seguem dentro em pouco..)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O meu dever é falar, para não ser tomado por cúmplice

in Público, 19/01/2011

Santana Castilho *

“Que patifes, as pessoas honestas” é uma citação atribuída ao escritor francês Émile Zola, que me revisita sempre que vejo os políticos justificarem com o manto diáfano da legalidade comportamentos que a ética e a moral rejeitam. E é ainda Zola que volta quando a incoerência desperta o meu desejo de falar, para não ser tomado por cúmplice. 

Foi duplamente incoerente o apelo ao respeito e à valorização dos professores que Cavaco Silva fez há dias em Paredes de Coura. Incoerente quando confrontado com o passado recente e incoerente face ao que tem acontecido no decurso da própria campanha eleitoral. Em 2008 e 2009, os professores foram continuamente vexados sem que o Presidente da República usasse a decantada magistratura de influência para temperar o destempero. E foi directa e repetidas vezes solicitado a fazê-lo. Por omissão e acção suportou e promoveu políticas que desvalorizaram e desrespeitaram como nunca os professores e promulgou sem titubear legislação injusta e perniciosa para a educação dos jovens portugueses. Alguma ridícula e imprópria de um país civilizado, como aqui denunciei em artigo de 11.9.06. Já em plena campanha, Cavaco Silva disse num dia que jamais o viram ou veriam intrometer-se no que só ao Governo competia para, dias volvidos, aí intervir, com uma contundência surpreendente, a propósito dos cortes impostos ao ensino privado. Mas voltou a esconder-se atrás do silêncio conivente, agora que é a escola pública o alvo de acometidas sem critério e os professores voltam a ser tratados, aos milhares, como simples trastes descartáveis. 

Imaginemos que o modelo surreal para avaliar professores se estendia a outras profissões da esfera pública. Que diria Cavaco Silva? Teríamos, por exemplo, juízes relatores a assistirem a três julgamentos por ano de juízes não relatores, com verificação de todos os passos processuais conducentes à sentença e análise detalhada do acórdão que a suportou. Teríamos médicos relatores a assistirem a três consultas por ano dos médicos de família não relatores; a verificarem todos os diagnósticos, todas as estratégias terapêuticas e todas as prescrições feitas a todos os doentes. Imaginemos que os juízes teriam que estabelecer, ano após ano, objectivos, tipo: número de arguidos a julgar, percentagem a condenar e contingente a inocentar. O mesmo para os médicos: doentes a ver, a declarar não doentes, a tratar directamente ou a enviar para outras especialidades, devidamente seriadas e previstas antes do decurso das observações clínicas. Imaginemos que o retorno ao crime por parte dos criminosos já julgados penalizaria os juízes; que a morte dos pacientes penalizaria os médicos, mesmo que a doença não tivesse cura. Imaginemos, ainda, que o modelo se mantinha o mesmo para os juízes dos tribunais cíveis, criminais, fiscais ou de família e indistinto para os otorrinolaringologistas, neurologistas ou ortopedistas. Imaginemos, agora, que um psiquiatra podia ser o relator e observador para fins classificativos do estomatologista ou do cirurgião cardíaco. Imaginemos, por fim, que os prémios prometidos para os melhores assim encontrados estavam suspensos por falta de meios e as progressões nas respectivas carreiras congeladas. Imaginemos que toda esta loucura kafkiana deixava milhares de doentes por curar (missão dos médicos) e muitos cidadãos por julgar (missão dos juízes). A sociedade revoltava-se e os profissionais não cumpririam. Mas este modelo, aplicado aos professores, está a deixá-los sem tempo para ensinar os alunos (missão dos professores), com a complacência de parte da sociedade e o aplauso de outra parte. E os professores cumprem. E Cavaco Silva sempre calou.

Ultrapassámos os limites do tolerável e do suportável. Ontem, o estudo acompanhado e a área-projecto eram indispensáveis e causa de sucesso. Hoje acabaram. Ontem, exigiram-se às escolas planos de acção. Hoje ordenam que os atirem ao lixo. Ontem Sócrates elogiou os directores. Hoje reduz-lhe o salário e esfrangalha-lhes as equipas e os propósitos com que se candidataram e foram eleitos. Ontem puseram dois professores nas aulas de EVT em nome da segurança e da pedagogia activa. Hoje dizem que tais conceitos são impróprios. Ontem sacralizava-se a escola a tempo inteiro. Hoje assinam o óbito do desporto escolar e exterminam as actividades extracurriculares. Ontem criaram a Parque Escolar para banquetear clientelas e desorçamentar 3 mil milhões de dívidas. Hoje deixaram as escolas sem dinheiro para manter o luxo pacóvio das construções ou sequer pagar as rendas aos novos senhores feudais. Ontem pagaram a formação de milhares de professores. Hoje despedem-nos sem critério, igualmente aos milhares. 

Os portugueses politicamente mais esclarecidos poderão divergir na especialidade, mas certamente acordarão na generalidade: os 36 anos da escola democrática são marcados pela permanente instabilidade e pelo infeliz desconcerto político sobre o que é verdadeiramente importante num sistema de ensino. Durante estes 36 anos vivemos em constante cortejo de reformas e mudanças, ao sabor dos improvisos de dezenas de ministros, quando deveríamos ter sido capazes de estabelecer um pacto mínimo nacional de entendimento acerca do que é estruturante e incontornável para formar cidadãos livres. Sobre tudo isto, o silêncio de Cavaco Silva é preocupante e obviamente cúmplice.

* Professor do ensino superior

sábado, 15 de janeiro de 2011

homenagem a Martin Luther King

Martin Luther King Jr. nasceu num dia 15 de Janeiro, há 82 anos, em Atlanta, Georgia, USA. Foi um orador ímpar e um dos grandes ícones da luta pela igualdade de direitos nos Estados Unidos da América. 
Foi Nobel da Paz em 1964
Quatro anos depois, em 4 de Abril de 1968, Luther King seria assassinado em Memphis, Tennessee, USA -fonte

domingo, 9 de janeiro de 2011

Os caretos , ou a Festa dos Rapazes no nordeste transmontano


Persistência milenar de um velho rito de puberdade..

Diz o abade de Baçal: «A festa dos rapazes, celebrada em muitas aldeias (Baçal, Podence, ..) do concelho de Bragança no dia 26 de Dezembro ou no dia 6 de Janeiro, em que os moços percorrem durante dois dias a povoação, mascarados, vestidos de fatos felpudos de variadas e burlescas cores, soltando i-gu-gus estrídulos ao som da gaita de fole, que fazem lembrar o ululantem carmina (a-la-lah, também muito usado), a que já Sílio Itálico aludia no seu tempo...» 
- in Trás-os-Montes. Exposição portuguesa em Sevilha, 1929, p.12.  - fonte

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Bragança, 09 jan (Lusa):
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Na aldeia de Baçal, em Bragança, não há baile de verão, Natal ou passagem de ano comparável ao fervilhar dos Reis, quando, durante três dias, irrequietos mascarados põem a população em alvoroço.
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São eles que encerram o primeiro ciclo da chamada "Festa dos Rapazes" que, no Nordeste Transmontano, se dispersam pela natal, ano novo e reis.
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Os "caretos" com máscaras feitas de diversos materiais e farfalhos e coloridos fatos de lã ou trapos são os protagonistas destes rituais que já foram apelidados de "Inverno Mágico". fonte




Não sei se a música do vídeo é dos At-Tambur ou dos Stealing Orchestra .. aqui ficam os respectivos sítios:
  • Stealing Orchestraaqui
  • outro vídeo sobre os caretos, aqui
  • Baçal (Macedo de Cavaleiros, Bragança)  -  ver website, aqui
  • «Caretos ainda tentam salvar aldeias dos castigos do além » - sobre os caretos de Podence (Macedo de Cavaleiros, Bragança) , ler aqui

Caretos de Baçal saíram à rua para participar na Festa dos Rapazes e no Dia dos Reis

Primeiro, os rapazes juntam-se na missa, depois, reúnem-se com o mordomo. Colocam as máscaras e vestem-se para a festa. As roupas não são domingueiras, são carnavalescas, e as máscaras, tanto podem ser de rostos humanos, como de animais ou do diabo. A partir daí tudo é permitido. É a Festa dos Rapazes transmontanos.
A Festa dos Rapazes perde-se na memória dos tempos. Relacionada com o solstício de inverno e aparentada com um rito de passagem para a vida adulta, esta festa, dos rapazes que ainda não casaram, tem sofrido a erosão dos tempos mas o essencial permanece.  - fonte


A má língua de Baçal

Não há ninguém na aldeia de Baçal, no concelho de Bragança, que escape à má-língua dos rapazes. A lista é tão longa que começa a ser elaborada mal começa o ano e incluiu más acções, vaidades e procedimentos negativos, entre outros.
O importante é, no primeiro fim-de-semana de Janeiro, ter o que proferir perante os populares. A proteger, da fúria dos visados, o rapaz que lança as críticas, estão cerca de 40 caretos, munidos de paus, que gritam e aclamam cada frase pronunciada.
Este conjunto de acções insere-se na Festa dos Rapazes, uma tradição que se realiza há vários anos, pelas mãos dos jovens de Baçal, e que conta, ainda, com a colaboração da Junta de Freguesia (JFB) e com a Associação Cultural e Recreativa Abade de Baçal.
O orador sobe para a fonte central da aldeia e vai apontando todas as falhas e defeitos que os populares vão evidenciando ao longo do ano.  - fonte


bibliografia (retirada daqui):
  • LOPES, Aurélio, 2000, A Face do Caos – Ritos de Subversão na Tradição portuguesa, Alpiarça, Garrido artes gráficas.
  • PESSANHA, Sebastião, 1960, Mascarados e máscaras populares de Trás-os-Montes, com desenhos de Mily Possoz, Lisboa, Livraria Ferin.
  • TIZA, António Pinelo, 2004, Inverno Mágico, Ritos e Mistérios Transmontanos, Lisboa, Ésquilo. 

 fotos retiradas  daqui
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

do ensino em Portugal

No preciso momento em que a ESAG está a ser objecto de avaliação externa, a análise do estado do ensino em Portugal, por Santana Castilho *,  um dos maiores especialistas em políticas educativas e gestão educacional:


O estado comatoso do ensino em fim de ciclo político

Poucas semanas volvidas sobre a divulgação pela OCDE do “PISA 2009” e o consequente discurso encomiástico do Governo, veio a público o “Projecto Testes Intermédios. Relatório 2010”, um instrumento de avaliação do desempenho dos alunos portugueses, da responsabilidade do Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério da Educação. Que podemos retirar deste relatório? Que os alunos portugueses raciocinam mal e escrevem pior; claudicam quando solicitados a relacionar conhecimentos a que foram expostos em disciplinas diferentes ou a construir um raciocínio lógico, ainda que simples e utilizando informação explicitada no corpo do próprio teste; quando se exprimem ficam-se por níveis elementares de proficiência, longe do rigor frásico e revelam-se ignorantes gramaticalmente; têm manifestas dificuldades em ultrapassar o nível básico na resolução dos problemas colocados, seja qual for a área disciplinar em análise, com incapacidade de ultrapassar o que não seja elementar, simples e curto. Particularmente no ensino secundário, o relatório identifica a falta de rigor científico e a manifesta dificuldade de construir ideias próprias ou lidar com raciocínios demonstrativos. 

Aparentemente, há uma contradição insanável entre os dois estudos em análise. Mas não há. Eles chegam a conclusões semelhantes, usando metodologias distintas, o que reforça a solidez do diagnóstico sobre a mediocridade do ensino nacional. O que foi diferente foi o tratamento mediático e a manipulação triunfalista que Sócrates fez do “PISA 2009”. A este propósito é elucidativo confrontar a fantasia discursiva do primeiro-ministro com o que se pode ler na página 5 do relatório do GAVE, sobre o desempenho dos alunos portugueses: “… Afinal, nada de novo, nada que não tenha sido diagnosticado, de forma muito sintética, no relatório dos TI de 2009. E, se é certo que não se esperavam alterações substanciais em apenas um ano, período de tempo que em educação, todos sabemos, pouco representa quando se trata de possíveis mudanças nos comportamentos dos interlocutores, considera-se que as intervenções de natureza pedagógica e didáctica que devem ser implementadas, visando a correcção dos problemas detectados, não devem ser mais adiadas …”. 

Mas essas mudanças são impossíveis com Sócrates. O teor da resolução nº 101-A/2010 do Conselho de Ministros (que não distingue cortes possíveis de cortes cegos de resultados imprevisíveis) e a boçalidade com que esventraram as equipas directivas das escolas, acabadas de constituir, são tão-só sinais da desorientação de um Governo que desistiu e já esbraceja no naufrágio. Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues orientaram obsessivamente o ensino para resultados estatísticos obtidos a qualquer preço. Desvalorizaram o conhecimento, impuseram a substituição das didácticas exigentes pela ilusão tecnológica e promoveram paradigmas educacionais de terceiro mundo. Os resultados não podiam ser outros. Como na economia, estamos agora em estado comatoso no ensino e iniciamos o ano em letargia de fim de ciclo, de que só poderemos sair com mudança de Governo e de políticas e regeneração do estado anímico do corpo docente. Com efeito, há um cansaço generalizado entre os professores. As doenças depressivas e psiquiátricas cresceram preocupantemente no seio da classe. A contestação inicial às políticas de Maria de Lurdes Rodrigues apagou-se numa capitulação que a maioria não entendeu nem aceitou. À posterior desmotivação sucedeu a actual acomodação de sobrevivência, traduzida numa obediência rotineira a trabalho inglório. A burocracia sem limites, ditada por uma visão napoleónica da escola, sustentada por uma produção normativa diluviana e recheada de formulários burlescos e sem sentido, envolveu os docentes numa cultura de inutilidade kafkiana, que lhes deixa cada vez menos tempo para ensinarem. Alguns continuam a contestar. Mas a maioria aceita, conformada. As consequências de um ciclo político que teve por desígnio vergar e diminuir os docentes aos olhos da opinião pública serão mais nefastas do que aquilo que se pode observar imediatamente. Dois aspectos me preocupam sobremaneira, a saber: a saída por reforma antecipada, ainda que com graves penalizações financeiras, de um número substancial dos professores mais experientes e o futuro afastamento da profissão dos jovens mais talentosos. Trata-se, no primeiro caso, de uma ruptura grave no equilíbrio tradicional em qualquer quadro de exercício profissional, em que os mais velhos asseguram o enquadramento dos que vão chegando de novo. Sempre assim foi, nos hospitais, nas fábricas, em qualquer organização. Mas, de repente, nas escolas, muitos dos que serviam de referência e ainda tinham muito para dar começaram a partir. Quanto ao segundo aspecto, espera-nos o fenómeno que tocou a outros que cometeram erro idêntico (o Reino Unido é um bom exemplo): a médio trecho passaremos de excesso de professores a falta, particularmente nalgumas disciplinas (a Matemática será a primeira). Sem que valorize exageradamente as associações possíveis, que a econometria prevalecente transforma em correlações definitivas e dogmáticas, é curioso recordar o que os estudos da OCDE evidenciam a este propósito: os países cimeiros dos rankings dos sistemas educativos recrutam os seus professores de entre os mais qualificados graduados universitários e perseguem políticas de valorização e remuneração aliciante dos docentes em início de carreira.


* Professor do Ensino Superior
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in Público, 5 de Janeiro de 2011


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- sobre as 'leituras' do relatório da OCDE, ver também: "uma pedra sobre o PISA"
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do relatório da OCDE, aqui


do PISA (Programme for International Student Assessment) :
  • Socióloga francesa sustenta que avaliação desenvolvida pela OCDE está a orientar os sistemas de ensino apenas para os resultados e a matar a "matriz da educação" (aqui)
  • O PISA procura medir a capacidade dos jovens de 15 anos (...) - ver: http://www.gave.min-edu.pt/np3/157.html

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

um departamento acolhedor

É o Dpt de Línguas da ESAG: professoras, todas - de Português, Teatro, Francês, Inglês. Celebrámos no passado dia 17 um aniversário recente, a nossa amizade e a sobrevivência a estes tempos que têm tratado os profissionais da Educação com pouca meiguice, para usar um quase eufemismo ..

O restaurante era simpático, acolhedor. A comida, deliciosa. A companhia, do melhor. E houve festa e cantámos. E veio outra professora de outro departamento: adoptámo-la, fizemos dela membro efectivo honoris causa  do Dpt de Línguas. Viemos a saber que mais gostariam de ter estado ali connosco. E penso, o melhor do mundo somos nós, as pessoas que o são com o coração, e é a amizade que valorizamos e preservamos.
Pela minha parte, OBRIGADA, colegas, amigas.

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mais fotos - brevemente - no blogue do Dpt!:-)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

José Saramago, o cidadão - empenhado, interventivo


«Tudo se discute neste mundo, menos a democracia! »
«A democracia está aí, como se fosse uma santa de altar de quem já não se esperam milagres..»

« .. e não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia sequestrada, condicionada, amputada! Porque o poder do cidadão, o poder de cada um de nós, limita-se, na esfera política, a tirar um governo de que não se gosta e a pôr outro de que talvez se venha a gostar!»


ainda e sempre actual, José Saramago:


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José Saramago, o homem religioso

sobre o romance "Caim":

Saramago, o homem político

homenagem do PCP, de que foi militante, aquando da entrega do prémio Nobel da Literatura, em 10/12/1998


domingo, 28 de novembro de 2010

José Saramago, o homem

sensível, e doce - e como isso transparece tanto nos seus romances, no tratamento da figura feminina, nomeadamente (e talvez sobretudo, se excluirmos Blimunda, de O Memorial do Convento) - neste seu esmagador "Ensaio Sobre a Cegueira".

no vídeo, Saramago com o realizador Fernando Meirelles, depois de assistirem ao filme: