quinta-feira, 3 de junho de 2010

João Aguiar, in memoriam

O escritor João Aguiar, de 66 anos, morreu hoje, em Lisboa, vítima de cancro.

João Casimiro Namorado de Aguiar, nascido a 28 de Outubro de 1943, em Lisboa, escreveu mais de duas dezenas de romances e criou duas séries de televisão destinadas ao público mais jovem – Sebastião e os Mundos Secretos e o Bando dos Quatro, no qual ele próprio figura na personagem do Tio João. fonte

Ferreira Gullar ganha Prémio Camões 2010


Nascido em São Luis do Maranhão, em 1930, Ferreira Gullar procurou apontar em sua obra a problemática da vida política e social do homem brasileiro.

De uma forma precisa e profundamente poética traçou rumos e participou ativamente das mudanças políticas e sociais brasileiras, o que lhe levou à prisão juntamente com Paulo Francis, Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1968 e posteriormente ao exílio em 1971 .

Poeta, crítico, teatrólogo e intelectual, Ferreira Gullar entra para a história da literatura como um dos maiores expoentes e influenciadores de toda uma geração de artistas dos mais diversos segmentos das artes brasileiras. fonte

ver aqui : e-poemas     ;   sítio oficial, aqui

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?


Um instante

Aqui me tenho
como não me conheço
         nem me quis

sem começo
nem fim

        aqui me tenho
        sem mim

nada lembro
nem sei

à luz presente
sou apenas um bicho
          transparente


Filhos - ouça a narração do poema na voz de Ferreira Gullar em RealAudio
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domingo, 30 de maio de 2010

Dia da Escola

Foi animadíssimo o dia, como de costume, e o tempo ajudou...
Houve exposição de trabalhos das várias disciplinas, teatro, actividades e ateliers abertos, festa de talentos ..
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Algumas das fotos que documentam esta celebração da nossa escola:
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o início da festa..

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o sarau da Educação Física:

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os sempre espectaculares vulcões das Ciências da Natureza:

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mais os fascinantes - ainda que desvendados - órgãos do corpo humano da Biologia:

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as comidas saborosíssimas dos apurados alunos do curso profissional:

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e ..
 a sensacional Festa dos Talentos:
o júri encarregue de eleger os 3 melhores artistas da n/ escola,

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 os artistas em pre-actuação..

 .
a entusiasmada assistência:


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a dança de encerramento da Festa,
especialmente abrilhantada pelas crianças que nos visitaram
(iniciativa da Vanessa Florindo e Ana Mestrinho do 12.º de Economia, no âmbito da AP)

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e .. em jeito de despedida-até-para-o-ano ..
a insinuação da filosofia,
afinal a busca de todos os caminhos do ser..

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Educação 2: «o Estado, o mais frio de todos os monstros...»

um texto de Carlos Ventura (IHEC: Instituto Hipócrates de Ensino e Ciência)

Guilherme Valente, cavaleiro quase-solitário
Guilherme Valente (editor da Gradiva) não desiste da sua longa cruzada contra o "eduquês". Toda a gente sabe que hoje se aprende menos e pior que há algumas dezenas de anos. O que não se percebe é como e porquê, em vez de fazermos agora melhor do que no passado, fazemos pior, persistindo nos erros, não os corrigindo e até os agravando, escorregando impotentes pela ladeira da incompetência, da incultura e da iliteracia.. Como é que esta situação se mantém fora de controlo ao longo dos anos?

Há já algum tempo, Guilherme Valente contava-me que em determinada reunião de uma estrutura oficial, um dos participantes fez uma crítica radical e uma análise extremamente lúcida ao sistema de ensino. Quem falava era um especialista sério, com longos anos de experiência e investigação no sector. A nota dissonante é que ele fora até há pouco tempo Ministro da Educação e não tinha conseguido alterar a inércia de que este titanic vai animado. Apesar de o ex-ministro se mostrar consciente dos erros de fundo de todo o sistema (que conhece como poucos), o próprio sistema impede a sua transformação, porque contém nele o estigma que perpetua e reproduz a informação que o impede de mudar radicalmente (quer dizer, na raiz).

Cada vez mais os aparelhos monstruosos que brotaram no século XIX - os partidos posteriormente agrupados em internacionais e lóbis mundiais e regionais, os sindicatos que depois se confederaram, as grandes empresas que evoluíram para os grandes grupos económicos e as multinacionais actuais e os Estados - geram em si mesmos a respectiva continuação, locomotivas sem freio, alimentadas no carvão da auto-preservação que é o destino único da sua única linha.

Falávamos do Estado e de um ministro, cidadão excelente mas ministro impotente e frígido. Então lembremos Nietzsche (1844-1900): "o Estado, o mais frio de todos os monstros...".


Carlos Ventura , 02 Julho 2008 14:31


retirado daqui

 ver também:
Manifesto para a Educação da República, assinado por cerca de 20 000 cidadãos e entregue em 2002 ao então Presidente da República Jorge Sampaio

o (muito preocupante) estado da educação em Portugal

onde se fala sem papas na língua do estado da educação em Portugal e do 'eduquês' como um plano maquiavélico para "dar cabo disto tudo" :




GUILHERME VALENTE, MEDINA CARREIRA e NUNO CRATO
[na SIC Notícias, programa 'Plano Inclinado', sábado, 1/05/2010]

a não perder:
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excerto de uma entrevista a Guilherme Valente (editor da Gradiva) :




"Os professores começaram a perceber o logro de que têm sido vítimas. Não só os professores, também os alunos mais esclarecidos e responsáveis. (...) O logro do facilitismo, de se considerar, hipocritamente, aliás, que as desigualdades diminuem com o nivelamento por baixo, da falta de exigência, a ideia de que a escola é uma brincadeira, e não um esforço pelo qual tem que se passar para se poder progredir pessoal e socialmente. O logro do conjunto de teorias que temos designado pelo termo «eduquês», que, agora, toda a gente percebe o que é e considero estarem hoje, com a actual ministra (melhor, com o actual ministério, porque a ministra me parece não perceber muito bem o que anda a fazer) -- mais à solta do que nunca."
 
G.V. ,30 de Abril de 2007   (texto retirado daqui)
 
a 'ministra' a que se referia G. Valente era Mª L. Rodrigues. Isabel Alçada terá feito alguma diferença neste conturbado mundo da educação?

sexta-feira, 30 de abril de 2010

viagem a Dublin

 .. pois foi um êxito retumbante, como se pode ver no vídeo abaixo, cortesia do André Gonçalves, do 10.º D

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A viagem, destinada prioritariamente aos alunos do 11.º ano e organizada pelas professoras de inglês Alexandrina Nunes, Alice Gonçalves e Ana Lima, realizou-se nas férias da Páscoa e teve como objectivo dar a conhecer aspectos da cultura de um país de língua oficial inglesa, no caso a República da Irlanda (Eire em irlandês).
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Tudo o resto (ou quase :) pode apreciar-se no vídeo abaixo:

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Richard Zimler na Feira do Livro de Lisboa

Sessão de autógrafos - Book Signing
  • Sábado, 1 de Maio de 2010
  •  15:00 - 18:00
  •  Feira do Livro de Lisboa - Lisbon Book Fair

«Vou fazer uma sessão de autógrafos na feira de livro de Lisboa no dia 1 de Maio, sábado, entre 15h00 - 18h00. Estarei na secção da LEYA. Claro que podem convidar amigos, familiares, etc... Também farei sessões no dia 15 e no dia 16 mas ainda não sei o meu horário. Digo-lhes mais tarde. Farei pelo menos uma sessão na Feira do Livro do Porto mas ainda não sei a data.
I will be signing books at the Lisbon Book Fair on the 1st of May, Saturday, from 3 p.m. to 6 p.m. I will be at the section of the Fair run by LEYA publishers. I will be back to do other signings on May 15 and 16, but I don't know my hours yet. »

Richard Zimler
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retirado desta página do facebook

memórias da nossa História: 0 25 de Abril, antes e depois

imagem retirada do sítio da Associação 25 de Abril, aqui
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Forte de Peniche, um dos destinos dos presos políticos: aqui

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Zeca Afonso, o ícon maior da resistência antifascista
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a Revolução dos Cravos: imagens reais

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um filme que sempre me faz chorar, por tão fielmente transmitir o pulsar daqueles dias: Os Capitães de Abril, de Maria de Medeiros

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  • Até Amanhã, Camaradas - Filme de Joaquim Leitão (27 de Abril de 2008 — Portugal, 1944. Num país oprimido por uma ditadura retrógrada, servida por uma polícia política implacável (a PVDE), há quem resista e se organize para mobilizar o povo para a luta pelo pão e pela liberdade. ..... )


  • Cinco Dias, Cinco Noites - Filme de José Fonseca e Costa (1 de Maio de 2008 — Portugal, final dos anos 40. André, 19 anos, vê-se forçado a abandonar o país depois de fugir da prisão.....)
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

bookcrossing

É o dia mundial do livro e a Fnac-Chiado celebra-o de modo original: quem quiser passar por lá hoje e amanhã (entre as 10h e as 22h) pode trocar um livro já lido por outro e ainda recebe um vale de desconto.



books: love them and leave them

exposições na Esag

a beleza, a ternura das partes..






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as árvores genealógicas em inglês e francês..

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máscaras de carnaval


os arranjos florais na sala dos professores..

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as fotos são de Fevereiro, aguardavam edição..

quinta-feira, 18 de março de 2010

Luís, Leandro, Isabel e José

in Público, 17/3/2010, um artigo de
Santana Castilho *

Luís foi o primeiro a suicidar-se. Luís era professor, tinha 51 anos. Atirou-se ao Tejo a 9 de Fevereiro. Terá escrito: “Se o meu destino é sofrer dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim, e não tendo eu outras fontes de rendimento, a única solução apaziguadora será o suicídio”.

Leandro suicidou-se depois. Leandro era aluno, tinha 12 anos. Atirou-se ao Tua a 2 de Março. Terá dito: “Não apanho mais, vou-me atirar ao rio!”

Isabel é ministra da Educação. Referindo-se à morte de Luís afirmou: “A vida das crianças deve estar acima dos debates”.

José é director-regional e também se referiu à morte do professor. Disse em eduquês corrente: “Temos de nos esforçar para que estas situações possam ser ultrapassadas. Trata-se de jovens que são na sua generalidade bons alunos e que não podem transportar na sua vida uma situação de culpa que os pode vir a condicionar". E depois de tranquilizar o povo afirmando que tudo será feito para ajudar os alunos, acrescentou cinicamente que o professor morto apresentava “uma fragilidade psicológica desde há muito”.

Luís apaziguou-se e Leandro não leva mais. Estão mortos. Nada lhes posso dizer e de nada lhes serve a raiva que sinto por os ver morrer assim, num país que os vai esquecer, abúlico como anda a esquecer tudo, quando secar a tinta das parangonas e se calarem os telejornais. Mas tenho uma mensagem para Isabel, a ministra, e José, o director-regional. Em memória do Luís e do Leandro.

Comecemos pelo óbvio. As crianças e os jovens de que falaram a ministra da Educação e o director - regional são, antes disso, seres humanos. A simples natureza humana com que vêm ao mundo tanto lhes dá para acariciar patinhos como para arrancar pernas a gafanhotos e cabeças a moscas, com requintes de crueldade. É a educação (aquilo que se acrescenta à simples natureza humana) que vai regulá-los. Aos adultos cabe essa responsabilidade. As vidas dos pequenos delinquentes que chamam impunemente cão, careca e gordo a um adulto de 51 anos, que é seu professor, que até lhe dão “caldos”, que batem nos mais novos com perversidade e sistematicamente, não podem estar acima de qualquer debate. Têm que estar no centro, não só dos debates mas também das medidas que a vida das vítimas exige. Somos todos responsáveis por isso, mais ainda a ministra e o seu director, por via dos cargos que ocupam. Como cidadão e professor, repudio a falta de senso que demonstraram com a forma com que se referiram às duas tragédias.

Temos hoje milhares de pequenos emigrantes do quotidiano, que andam dezenas de quilómetros para ir à escola. São as vítimas do encerramento compulsivo das 4.000 pequenas escolas das suas aldeias. Juntam-se a outros milhares de crianças nacionalizadas em nome dum estranho conceito de escola a tempo inteiro. Todas juntas, constituem uma espécie de órfãs de pais trabalhadores, com quem pouco estão. É preciso debater o papel que este sequestro e este desenraizamento podem jogar no comportamento destas crianças.

A antecessora de Isabel Alçada aumentou o tempo de permanência dos alunos na escola, arregimentou mais 20.000 para o logro do ensino profissional e, qual Luís de Matos de saias, (aliás já acompanhada pela actual ministra) anunciou ao país que o prolongamento da escolaridade obrigatória para os 12 anos não vai requerer mais professores. Presumo que tão pouco vai requerer mais funcionários que, tudo visto, foram reduzidos em cerca de 20 por cento nos últimos 4 anos. Ser-me-á lícito sugerir que esta falta de vigilância e de coadjuvação ao trabalho dos professores favorece a indisciplina e as agressões em análise?

Por mais voltas que lhe dêem, o maquiavelismo estatístico que subjaz ao estatuto do aluno é indisfarçável. É tempo de derrogar o tabu e colocar à sociedade a questão: o desiderato do ensino obrigatório justifica que se mantenham na escola alguns pequenos selvagens que não querem lá estar nem aprender, com prejuízo irreparável para todos os outros?

Em qualquer profissão, o enquadramento dos que chegam é feito pelos mais experientes. Nos últimos anos 8.000 recusaram a burocracia sem sentido, o novo trabalho escravo, a competição malsã, os comandos mentecaptos. Não antecipam aonde nos pode levar esta política suicidária?

É evidente que há uma crise de autoridade na escola. Quando a estudamos, são esmagadoras duas evidências responsáveis: do ponto de vista interno, as políticas impostas, que desprezam a solução dos problemas e se orientam para a manipulação fraudulenta dos resultados; do ponto de vista externo, a crescente demissão dos pais para imporem disciplina aos seus filhos.

Temos que recuperar o consenso secular entre a família e a escola e entre esta e a sociedade quanto à orientação das gerações mais novas. Porque está errado pensar-se que a escola se realiza sem disciplina, sacrifício e trabalho. Porque está profundamente errado que os pais tenham deixado de ser os primeiros aliados dos professores na modelação dos filhos. A autoridade é uma referência indispensável ao crescimento saudável das crianças. A sua presença deve começar em casa e prosseguir na escola.

Senhora ministra e senhor director – regional:

Há violência diária, grave e sistemática nas escolas portuguesas. Em lugar de a branquear, responsabilizem quem a provoca.
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* Professor do ensino superior. s.castilho@netcabo.pt

segunda-feira, 8 de março de 2010

o bullying visto por adolescentes de uma escola

A versão original de um trabalho de ciências. Bullying. A professora deitou uma lágrima ao ver isto. Tivemos 20/20  (fonte: youtube)

anúncio didáctico

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as crianças vêem, aprendem, imitam

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uma página muito útil no facebook: "bullying em português"
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Bullying: um 'chat' de apoio na net

Publicado em 02 de Fevereiro de 2010 no jornal i
Grupo de psicólogos lança o Portal Bullying para ajudar os alunos a romperem o silêncio e contarem as agressões de outros colegas.
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Entre André e Ricardo há um pacto de silêncio. O acordo entre os dois colegas da mesma escola não é formal, mas cada um cumpre a sua parte. André entrega as moedas que traz de casa e Ricardo não o persegue nem o ameaça à saída do balneário. Como a maioria das vítimas de bullying nas escolas portuguesas, André não conta a ninguém que fica aterrorizado sempre que a campainha toca e chega a hora do recreio. André e Ricardo são nomes fictícios usados para descrever um dos padrões mais comuns de bullying em meio escolar identificado por psicólogos e psiquiatras da adolescência e da infância - o segredo entre a vítima e o agressor.

Confessar aos pais ou aos professores as ameaças e humilhações de outros colegas é algo que poucas crianças conseguem, e foi por isso que a clínica de psicologia Psicronos criou o Portal Bullying. O site www.portalbullying.com.pt foi lançado esta semana e convida crianças e adolescentes a partilharem as suas experiências num chat de conversação.

imagem retirada de um site australiano sobre bullying

domingo, 7 de março de 2010

em memória de uma criança chamada Leandro

foi a notícia que nesta semana abalou o país, um menino que se suicidou porque era vítima de bullying ..

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um trabalho (encomendado por entidades ligadas à educação em Inglaterra),
destinado a sensibilizar para o problema do bullying nas escolas

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11.º de visita ao 7.º

ainda o dia de S. Valentim, numa hora de AA na Ludogedeão..
a entrega personalizada das flores

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comemorando o dia de S. Valentim

apesar da chuva..
as rosas, as pinturas, a boa disposição de alunos e professores