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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mário Vargas Llosa, Nobel da Literatura 2010

«Um Nobel da Literatura tão esperado que foi uma surpresa!»

o título é do Público, o artigo de Luís Miguel Queirós (aqui)

alguns excertos:

Quando Vargas Llosa parecia já destinado a tornar-se o sucessor vitalício de Jorge Luis Borges, que todos os anos era notícia por não ganhar o Nobel, a Academia decidiu finalmente consagrar o autor de Conversa na Catedral (1966). A decisão foi anunciada ontem, (7/10) ao princípio da tarde, pelo presidente da Academia Sueca, Peter Englund, que destacou, na obra de Vargas Llosa, a "cartografia das estruturas de poder" e as "imagens mordazes de resistência individual, revolta e derrota".

Em entrevista a uma rádio colombiana logo após ter sabido que era o 103.º Nobel da Literatura - e que iria receber 10 milhões de coroas suecas (mais de um milhão de euros) -, Vargas Llosa confessou a sua surpresa: "Não sabia que estava, sequer, entre os candidatos". Garantiu mesmo que começou por julgar que se tratava de uma brincadeira. Na conferência de imprensa que deu ao fim da tarde acrescentou que este prémio "reconhece não apenas o escritor, mas a maravilhosa língua espanhola e a literatura latino-americana".

Mas é de prever que nem todos os latino-americanos se regozijem com esta escolha, já que muitos não lhe terão ainda perdoado a acentuada viragem política à direita, que culminou com a sua candidatura à Presidência do Peru (...)
 .
 "Vargas Llosa e García Márquez: uma inimizade para toda a vida" - aqui
.
Em 1967 (...) Vargas Llosa afirmou, ao receber na Venezuela o prémio internacional Rómulo Gallegos, que "a literatura é fogo" e que "a razão de ser do escritor é o protesto, a contradição e a crítica". E lançou um aviso: "Ou a sociedade (...) elimina de uma vez por todas esse perturbador social que é o escritor, ou acolhe a literatura e, nesse caso, não tem outro remédio senão aceitar uma perpétua torrente de agressões, ironias e sátiras".


Nascido na cidade peruana de Arequipa a 28 de Março de 1936, Vargas Llosa foi criado pelos seus avós maternos, primeiro na Bolívia, onde o avô era cônsul, e depois em Piura, no Peru, que evoca nas novelas recolhidas em Os Chefes (1959) e no romance A Casa Verde (1966). Já adolescente, voltou a viver com os pais e estudou num colégio militar, experiência que descreve em A Cidade e os Cães (1963).

Das várias obras publicadas por Vargas Llosa nas últimas décadas, algumas das mais relevantes são A Guerra do Fim do Mundo (1981), sobre a Guerra dos Canudos, A Festa do Bode (2000) ou O Paraíso na Outra Esquina (2003), cuja protagonista é a feminista Flora Tristán, avó do pintor Paul Gauguin.

links no nome para vídeos do Youtube: Vargas Llosa fala sobre a sua obra e a literatura

*  *  *
O Nobel em castelhano (retirado  daqui )
.
O primeiro autor americano de língua espanhola a receber o Nobel da Literatura foi a poetisa chilena Gabriela Mistral (1889-1957), em 1945. Seguiu-se um intervalo de mais de duas décadas até à consagração, em 1967, do ficcionista guatemalteco Miguel Ángel Asturias (1899-1974). Apenas quatro anos depois, em 1971, era a vez do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973).


Gabriel García Marquez (link p/ Youtube: GM fala sb si e os livros) - o romancista de Cem Anos de Solidão -, recebeu o prémio em 1982, e, cumprindo a regra da alternância entre prosadores e poetas, seguiu-se, em 1990, o poeta e ensaísta mexicano Octavio Paz (1914-1998).

Decorreram depois vinte anos até que a irregularíssima órbita do Nobel voltasse a passar na América Latina, consagrando agora o peruano Mario Vargas Llosa.
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fotos de M.V. Llosa , P. Neruda , G. Marquez e O. Paz retiradas  daquidaqui  ,  daqui  e daqui , respectivamente



Ainda assim, e apesar da aparente resistência da Academia Sueca aos escritores argentinos - Jorge Luis Borges, Adolfo Bioy Casares e Julio Cortázar morreram sem receber o prémio, e o romancista Ernesto Sábato, que fará cem anos em 2011, dificilmente o receberá - , a literatura de língua espanhola até não tem grandes razões de queixa. (...)

 fotos de J.L. Borges e J. Cortázar retiradas daqui  e  daqui, respectivamente
os links nos nomes :    Borges lê "Arte Poética";   Cortázar fala do seu mais famoso romance, 'Rayuela'

*  *  *
sobre o testamento de Alfred Nobel: aqui  e aqui
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

novo romance de José Luís Peixoto

nostálgicas paisagens alentejanas (as Galveias) - amparadas pela música dos Moonspell - no vídeo promocional do novo romance de José Luís Peixoto, "Livro" , que estará nas livrarias a 24 de Setembro.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

João Aguiar, in memoriam

O escritor João Aguiar, de 66 anos, morreu hoje, em Lisboa, vítima de cancro.

João Casimiro Namorado de Aguiar, nascido a 28 de Outubro de 1943, em Lisboa, escreveu mais de duas dezenas de romances e criou duas séries de televisão destinadas ao público mais jovem – Sebastião e os Mundos Secretos e o Bando dos Quatro, no qual ele próprio figura na personagem do Tio João. fonte

Ferreira Gullar ganha Prémio Camões 2010


Nascido em São Luis do Maranhão, em 1930, Ferreira Gullar procurou apontar em sua obra a problemática da vida política e social do homem brasileiro.

De uma forma precisa e profundamente poética traçou rumos e participou ativamente das mudanças políticas e sociais brasileiras, o que lhe levou à prisão juntamente com Paulo Francis, Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1968 e posteriormente ao exílio em 1971 .

Poeta, crítico, teatrólogo e intelectual, Ferreira Gullar entra para a história da literatura como um dos maiores expoentes e influenciadores de toda uma geração de artistas dos mais diversos segmentos das artes brasileiras. fonte

ver aqui : e-poemas     ;   sítio oficial, aqui

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?


Um instante

Aqui me tenho
como não me conheço
         nem me quis

sem começo
nem fim

        aqui me tenho
        sem mim

nada lembro
nem sei

à luz presente
sou apenas um bicho
          transparente


Filhos - ouça a narração do poema na voz de Ferreira Gullar em RealAudio
.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Richard Zimler na Feira do Livro de Lisboa

Sessão de autógrafos - Book Signing
  • Sábado, 1 de Maio de 2010
  •  15:00 - 18:00
  •  Feira do Livro de Lisboa - Lisbon Book Fair

«Vou fazer uma sessão de autógrafos na feira de livro de Lisboa no dia 1 de Maio, sábado, entre 15h00 - 18h00. Estarei na secção da LEYA. Claro que podem convidar amigos, familiares, etc... Também farei sessões no dia 15 e no dia 16 mas ainda não sei o meu horário. Digo-lhes mais tarde. Farei pelo menos uma sessão na Feira do Livro do Porto mas ainda não sei a data.
I will be signing books at the Lisbon Book Fair on the 1st of May, Saturday, from 3 p.m. to 6 p.m. I will be at the section of the Fair run by LEYA publishers. I will be back to do other signings on May 15 and 16, but I don't know my hours yet. »

Richard Zimler
.

retirado desta página do facebook

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

2 escritores no Hay Festival Segovia

Dois escritores que estiveram no Hay Festival-Segovia (24 a 27 de Setembro 2009) : um banquete em que se serve a boa literatura e a boa música, e que assim acolhe os seus 'comensais':
«Bienvenidos a la IV edición del Hay Festival Segovia, el lugar perfecto para disfrutar cuatro días de conversación, cochinillo* y la mejor música. (..) Vivimos una época interesante. Impera un nuevo orden. Todos revisamos nuestros valores, aferrándonos a lo esencial. Compartamos dos valores que no pasan de moda: amistad y literatura.» 

* leitão
 (aqui, mais informações sb o festival) 

O primeiro chama-se Daniel Pennac, nasceu em Casablanca em 1944, escreve em francês.
É autor do best seller 'Como um Romance', "uma declaração de amor ao acto de ler, além de um excelente guia para pais e professores sobre como aproximar crianças e jovens da leitura"  - ver mais seguindo o link e ver  aqui , informações sb D.P. e livros seus q. podem comprar.

Em Segóvia, Pennac falou do seu último livro, Chagrin d'École (em edição da Porto edt. Mágoas da Escola) em que "aborda os problemas da escola e da educação do ponto de vista do .. mau aluno.. "

Aqui fica então, Daniel Pennac,  em discurso directo:
  • Esses alunos começam por não compreender quanto é dois mais dois e acabam por não entender o que estão lá a fazer. Ficam com vergonha. E a vergonha tem efeitos colaterais.
  • Dá-se um autêntico milagre: pela primeira vez na história da nossa civilização, há uma escola universal.
  • O que as escolas fazem é fabricar consumidores. Criam consumidores logo a partir dos três meses.
  • A escola deveria ensinar as pessoas a ler, escrever, fazer contas e ser intelectualmente felizes
  • Há três tipos de respostas: as certas, as erradas e as absurdas. Dentro das absurdas há a humorística. Houve um aluno que respondeu que Mendel (o biólogo) era mais conhecido pela música do seu filho, o Mendelssohn.


    O segundo é Michael Ondaatje, poeta, romancista, realizador.
    Nasceu no Sri Lanka em 1943.
    Mudou-se para o Reino Unido, depois para o Canadá.
    É cidadão canadiano.
    A sua obra mais conhecida é o romance 'O Paciente Inglês', adaptado ao cinema.


    Ondaatje - em entrevista:

    • Um romance é mais um debate do que um monólogo
    • Os escritores fazem sempre apenas a pesquisa mínima e indispensável. É perigoso investigar demasiado, porque escrever é adivinhar
    • Um amigo meu queixou-se: 'nunca ninguém me tinha falado das dificuldades do segundo livro...' A verdade é que os livros vão-se tornando cada vez mais difíceis de escrever
    • Benditas traduções. Eu vivo no Canadá e posso ler um livro de José Saramago, porque alguém o traduziu para inglês. É mágico!

    quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

    novo romance de Paul Auster: 'Invisível'


    Escritor, argumentista, tradutor, ensaísta, realizador, marinheiro, inventor de um curioso jogo de cartas e muito mais, Paul Auster é considerado um nome cimeiro da literatura dos nossos dias. Nascido em 1947 em Newark, frequentou a Universidade de Columbia e residiu durante quatro anos em França, antes de se radicar em Nova Iorque, onde vive com a mulher, Siri Hustvedt. Distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias de Literatura 2006, Paul Auster foi nomeado Comendador da Ordem das Artes e das Letras de França em 2007. Em 1993 a sua obra Leviathan recebeu o Prémio Médicis para o melhor romance estrangeiro. As Loucuras de Brooklyn recebeu em 2006 o Prémio Qué Leer dos Leitores para o melhor romance estrangeiro, distinção também dada a A Noite do Oráculo em 2004. A sua obra encontra-se traduzida em trinta línguas.   fonte


    sobre 'Invisível', o 15.º romance de Paul Auster:

    Nos romances de Paul Auster, as histórias são como caixas chinesas ou matrioscas russas que não apenas se encaixam sucessivamente como nascem umas das outras, multiplicando-se. Elas são mistérios, enigmas, desafios sempre inquietos, à procura de alguma solução em aberto. Diz quem o conhece que Auster frui e percepciona a vida com deleite e com uma pitada de distanciamento nas narinas, sempre a farejar o (im)previsível movimento das pessoas e das coisas. E que depois escreve. Os seus livros, artigos, críticas e até argumentos para o cinema são de uma (quase) absoluta precisão: cirúrgicos, inteligentes, pertinentes, quase oculares. As suas ficções constituem um misto de realismo e fantasia, teia de coincidências, ordem secreta do acaso e evocação biográfica respigada de memória (ingredientes para uma boa história), com fugidio aroma a Cortázar e a Beckett. Obra de referência da literatura pós-moderna, a sua Trilogia de Nova Iorque é, nesta medida, exemplar. Também este seu 15.º romance, um dos seus melhores, não escapa a este jogo de espelhos, ao caleidoscópio existencial e sensorial de Auster, em que o destino é uma espécie de partitura que cada um vai escrevendo e interpretando. Trata-se, pois, de uma narrativa de percurso intencionalmente serpenteante, com quatro partes entrecruzadas, que tem como ponto de partida Nova Iorque, na Primavera de 1967 – ano de crescente oposição à guerra do Vietname, de rescaldo do assassínio de Kennedy e do melhor rock psicadélico. Durante uma festa, Adam Walker, de 20 anos, um tímido aspirante a poeta, conhece o professor Rudolf Born, charmoso, manipulador, temível, e a sua enigmática e sedutora companheira, Margot, um casal francês pouco convencional. Deste encontro emerge um triângulo amoroso que viajará pelas fronteiras circulares, e quantas vezes crepusculares, do tempo, do sexo, da verdade e da identidade. E , claro, do sofrimento e da morte. Uma never ending story ao melhor estilo de Paul Auster, em que cada história tem sempre uma porta que se abre para outra história.

    Crítica de Vítor Quelhas a Invisível, de Paul Auster,
    publicada no suplemento Actual, do Expresso.


    mais sb Paul Auster:  aqui  e  aqui

    quinta-feira, 22 de outubro de 2009

    prémio José Saramago para João Tordo



    João Tordo ganha Prémio Literário José Saramago com «As Três Vidas»



    O escritor João Tordo venceu a sexta edição do Prémio Literário José Saramago com o romance «As Três Vidas», editado pela Quid Novi e atribuído pela Fundação Círculo de Leitores. José Saramago esteve presente na cerimónia em Penafiel, onde falou do novo livro "Caim", que vai ser lançado nesta cidade a 18 de Outubro.

    João Tordo nasceu em Lisboa em 1975 num ambiente artístico. É filho do cantor Fernando Tordo e de Isabel Branco, ligada ao cinema e mais tarde à moda.
    Formou-se em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa, tendo trabalhado algum tempo como jornalista freelancer (O Independente, Sábado, Jornal de Letras, ELLE e a revista Egoísta) antes de seguir para Londres para fazer um mestrado em Jornalismo.
    A paragem seguinte foi Nova Iorque, para fazer o curso de escrita criativa do City College. Foi nesta época que escreveu o livro «Os Homens sem Luz» (2004).
    Em 2007 publicou "Hotel Memória e em 2008 escreveu, em parceria, o guião para a longa-metragem «Amália, a Voz do Povo».
    Foi vencedor, em 2001, do prémio Jovens Criadores.


    Instituído pela Fundação Círculo de Leitores com o apoio do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas - Ministério da Cultura, o galardão (prémio José Saramago) celebra a atribuição do Prémio Nobel da Literatura de 1998 ao escritor José Saramago. Com periodicidade bienal, o prémio tem um valor pecuniário de 25 mil euros e visa «promover a divulgação da cultura e do património literário em língua portuguesa, através do estímulo à criação e dedicação à escrita de jovens autores no domínio da ficção, romance ou novela em língua portuguesa, por escritores com idade até 35 anos».

    As edições anteriores do prémio contemplaram Paulo José Miranda (1999 - "Natureza Morta"), José Luís Peixoto (2001 - "Nenhum Olhar"), Adriana Lisboa (2003 - "Sinfonia em Branco"), Gonçalo M. Tavares (2005 - "Jerusalém") e Valter Hugo Mãe (2007 - "O remorso de Baltasar Serapião").

    O prémio foi atribuído por um júri presidido por Guilhermina Gomes (em representação da Fundação Círculo de Leitores) e composto por Ana Paula Tavares, Nélida Piñon, Pilar del Rio e Vasco Graça Moura.

    Saramago: novo romance

    capas de CAIM, de José Saramago:


    «José Saramago voltou a gerar polémica, reacções da igreja católica (e não só..), com a publicação do seu novo romance , Caim, e as suas declarações: "A Bíblia é um manual de maus costumes"


    «Entre incompreensões, resistências e velhos ódios, José Saramago admite que desperta anticorpos em muitas pessoas, embora saliente que não o faz propositadamente. Saramago afirma que é o resultado do seu trabalho. Saramago e "Caim"voltaram à tona, ao início da tarde, numa conferência de imprensa realizada na sede do Grupo Leya. O escritor reafirmou tudo, o que já tinha dito, relançando a polémica ..» ver fonte

    e mais informação .. aqui

    quinta-feira, 8 de outubro de 2009

    Prémio Nobel da Literatura



    The Nobel Prize in Literature 2009:
    Herta Müller
    Germany
    b. 1953
    (in Nitzkydorf, Banat, Romania)

    "who, with the concentration of poetry and the frankness of prose, depicts the landscape of the dispossessed"




    Herta Müller, escritora alemã de origem romena, de 56 anos, foi hoje (8 de Outubro) distinguida com o Prémio Nobel da Literatura.

    A Academia Sueca justifica esta escolha, afirmando que a autora, “com a densidade da poesia e a franqueza da prosa, descreve as paisagens dos desfavorecidos”.

    Em Portugal estão publicados os romances "O homem é um grande faisão sobre a Terra", pela Cotovia, e "A Terra das Ameixas Verdes", pela Difel, mas é provável que, até ao Natal, surjam reedições e novas traduções.

    É a 12ª mulher distinguida com este importante galardão. Entretanto, surgiram já críticas negativas, que realçam a pouca visibilidade da autora. Seja como for, a escolha da Academia servirá para mostrar a obra de Müller ao grande público. Feito isso, cada leitor decidirá.

    • ver aqui a lista de todos os laureados com o P. Nobel da Literatura (1901 - 2009)

    • e ainda .. jogos educativos sobre os prémios Nobel da Literatura, aqui