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domingo, 10 de outubro de 2010

Nobel da Paz para o dissidente chinês Liu Xiaobo

o governo da China (que considera esta atribuição do prémio a Liu Xiaobo uma 'obscenidade'..) opta pelo boicote absoluto a todas as notícias sobre o Nobel..

«É provável que Liu Xiaobo não saiba sequer que ganhou o prémio Nobel da Paz. Talvez partilhasse com a mulher a ideia de que nunca o receberia porque dificilmente Oslo iria desafiar a grande potência económica em que a China se tornou.



Mas foi com esse mesmo argumento que os membros do comité decidiram distinguir "o símbolo" da luta pelos direitos humanos no país: o regime tem de acompanhar os avanços económicos com o respeito pelas liberdades fundamentais.

O crescimento das últimas décadas, "praticamente ímpar na história", tornou a China na segunda economia mundial e tirou centenas de milhões de pessoas da pobreza, declarou o comité. "O novo estatuto deve conduzir a maior responsabilidade". Durante mais de duas décadas, Liu Xiaobo tem sido um grande "porta-voz dos direitos fundamentais". » - ler mais

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fotos retiradas do Yahoo

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mário Vargas Llosa, Nobel da Literatura 2010

«Um Nobel da Literatura tão esperado que foi uma surpresa!»

o título é do Público, o artigo de Luís Miguel Queirós (aqui)

alguns excertos:

Quando Vargas Llosa parecia já destinado a tornar-se o sucessor vitalício de Jorge Luis Borges, que todos os anos era notícia por não ganhar o Nobel, a Academia decidiu finalmente consagrar o autor de Conversa na Catedral (1966). A decisão foi anunciada ontem, (7/10) ao princípio da tarde, pelo presidente da Academia Sueca, Peter Englund, que destacou, na obra de Vargas Llosa, a "cartografia das estruturas de poder" e as "imagens mordazes de resistência individual, revolta e derrota".

Em entrevista a uma rádio colombiana logo após ter sabido que era o 103.º Nobel da Literatura - e que iria receber 10 milhões de coroas suecas (mais de um milhão de euros) -, Vargas Llosa confessou a sua surpresa: "Não sabia que estava, sequer, entre os candidatos". Garantiu mesmo que começou por julgar que se tratava de uma brincadeira. Na conferência de imprensa que deu ao fim da tarde acrescentou que este prémio "reconhece não apenas o escritor, mas a maravilhosa língua espanhola e a literatura latino-americana".

Mas é de prever que nem todos os latino-americanos se regozijem com esta escolha, já que muitos não lhe terão ainda perdoado a acentuada viragem política à direita, que culminou com a sua candidatura à Presidência do Peru (...)
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 "Vargas Llosa e García Márquez: uma inimizade para toda a vida" - aqui
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Em 1967 (...) Vargas Llosa afirmou, ao receber na Venezuela o prémio internacional Rómulo Gallegos, que "a literatura é fogo" e que "a razão de ser do escritor é o protesto, a contradição e a crítica". E lançou um aviso: "Ou a sociedade (...) elimina de uma vez por todas esse perturbador social que é o escritor, ou acolhe a literatura e, nesse caso, não tem outro remédio senão aceitar uma perpétua torrente de agressões, ironias e sátiras".


Nascido na cidade peruana de Arequipa a 28 de Março de 1936, Vargas Llosa foi criado pelos seus avós maternos, primeiro na Bolívia, onde o avô era cônsul, e depois em Piura, no Peru, que evoca nas novelas recolhidas em Os Chefes (1959) e no romance A Casa Verde (1966). Já adolescente, voltou a viver com os pais e estudou num colégio militar, experiência que descreve em A Cidade e os Cães (1963).

Das várias obras publicadas por Vargas Llosa nas últimas décadas, algumas das mais relevantes são A Guerra do Fim do Mundo (1981), sobre a Guerra dos Canudos, A Festa do Bode (2000) ou O Paraíso na Outra Esquina (2003), cuja protagonista é a feminista Flora Tristán, avó do pintor Paul Gauguin.

links no nome para vídeos do Youtube: Vargas Llosa fala sobre a sua obra e a literatura

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O Nobel em castelhano (retirado  daqui )
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O primeiro autor americano de língua espanhola a receber o Nobel da Literatura foi a poetisa chilena Gabriela Mistral (1889-1957), em 1945. Seguiu-se um intervalo de mais de duas décadas até à consagração, em 1967, do ficcionista guatemalteco Miguel Ángel Asturias (1899-1974). Apenas quatro anos depois, em 1971, era a vez do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973).


Gabriel García Marquez (link p/ Youtube: GM fala sb si e os livros) - o romancista de Cem Anos de Solidão -, recebeu o prémio em 1982, e, cumprindo a regra da alternância entre prosadores e poetas, seguiu-se, em 1990, o poeta e ensaísta mexicano Octavio Paz (1914-1998).

Decorreram depois vinte anos até que a irregularíssima órbita do Nobel voltasse a passar na América Latina, consagrando agora o peruano Mario Vargas Llosa.
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fotos de M.V. Llosa , P. Neruda , G. Marquez e O. Paz retiradas  daquidaqui  ,  daqui  e daqui , respectivamente



Ainda assim, e apesar da aparente resistência da Academia Sueca aos escritores argentinos - Jorge Luis Borges, Adolfo Bioy Casares e Julio Cortázar morreram sem receber o prémio, e o romancista Ernesto Sábato, que fará cem anos em 2011, dificilmente o receberá - , a literatura de língua espanhola até não tem grandes razões de queixa. (...)

 fotos de J.L. Borges e J. Cortázar retiradas daqui  e  daqui, respectivamente
os links nos nomes :    Borges lê "Arte Poética";   Cortázar fala do seu mais famoso romance, 'Rayuela'

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sobre o testamento de Alfred Nobel: aqui  e aqui
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Prémio Nobel da Literatura



The Nobel Prize in Literature 2009:
Herta Müller
Germany
b. 1953
(in Nitzkydorf, Banat, Romania)

"who, with the concentration of poetry and the frankness of prose, depicts the landscape of the dispossessed"




Herta Müller, escritora alemã de origem romena, de 56 anos, foi hoje (8 de Outubro) distinguida com o Prémio Nobel da Literatura.

A Academia Sueca justifica esta escolha, afirmando que a autora, “com a densidade da poesia e a franqueza da prosa, descreve as paisagens dos desfavorecidos”.

Em Portugal estão publicados os romances "O homem é um grande faisão sobre a Terra", pela Cotovia, e "A Terra das Ameixas Verdes", pela Difel, mas é provável que, até ao Natal, surjam reedições e novas traduções.

É a 12ª mulher distinguida com este importante galardão. Entretanto, surgiram já críticas negativas, que realçam a pouca visibilidade da autora. Seja como for, a escolha da Academia servirá para mostrar a obra de Müller ao grande público. Feito isso, cada leitor decidirá.

  • ver aqui a lista de todos os laureados com o P. Nobel da Literatura (1901 - 2009)

  • e ainda .. jogos educativos sobre os prémios Nobel da Literatura, aqui