terça-feira, 8 de março de 2011

dia internacional da mulher



O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial.  Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. 

Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.


PORQUÊ O DIA 8 DE MARÇO?

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas.
Estas operárias que, nas suas 16 horas, recebiam menos de um terço do salário dos homens, foram fechadas na fábrica onde, entretanto, se declarara um incêndio, e cerca de 130 mulheres morreram queimadas.

Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo. 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Valentine 2

E houve festa no dia 14, conforme anúncio abaixo:



Só o tempo não se portou à altura, e a chuva acabou por estragar a actuação dos artistas: depois da violas do s'tor Milho..


e do Zé (12.º)..


 as canções de amor:



- a Inês já cantou debaixo de telha, e encantou!


- ficaram de fora as danças que, por imperativos de tempo - e do tempo - terão de esperar por outras abertas. Fica a foto das várias participantes, para que conste :)


um toque de bom humor nas coloridas fatiotas das artistas do 11.º D:

Valentine 1

Este ano, a Filosofia associou-se a Inglês na celebração desta tradição anglo-saxónica e os trabalhos dos alunos coloriram as paredes do pavilhão principal.

(as fotos seguem dentro em pouco..)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O meu dever é falar, para não ser tomado por cúmplice

in Público, 19/01/2011

Santana Castilho *

“Que patifes, as pessoas honestas” é uma citação atribuída ao escritor francês Émile Zola, que me revisita sempre que vejo os políticos justificarem com o manto diáfano da legalidade comportamentos que a ética e a moral rejeitam. E é ainda Zola que volta quando a incoerência desperta o meu desejo de falar, para não ser tomado por cúmplice. 

Foi duplamente incoerente o apelo ao respeito e à valorização dos professores que Cavaco Silva fez há dias em Paredes de Coura. Incoerente quando confrontado com o passado recente e incoerente face ao que tem acontecido no decurso da própria campanha eleitoral. Em 2008 e 2009, os professores foram continuamente vexados sem que o Presidente da República usasse a decantada magistratura de influência para temperar o destempero. E foi directa e repetidas vezes solicitado a fazê-lo. Por omissão e acção suportou e promoveu políticas que desvalorizaram e desrespeitaram como nunca os professores e promulgou sem titubear legislação injusta e perniciosa para a educação dos jovens portugueses. Alguma ridícula e imprópria de um país civilizado, como aqui denunciei em artigo de 11.9.06. Já em plena campanha, Cavaco Silva disse num dia que jamais o viram ou veriam intrometer-se no que só ao Governo competia para, dias volvidos, aí intervir, com uma contundência surpreendente, a propósito dos cortes impostos ao ensino privado. Mas voltou a esconder-se atrás do silêncio conivente, agora que é a escola pública o alvo de acometidas sem critério e os professores voltam a ser tratados, aos milhares, como simples trastes descartáveis. 

Imaginemos que o modelo surreal para avaliar professores se estendia a outras profissões da esfera pública. Que diria Cavaco Silva? Teríamos, por exemplo, juízes relatores a assistirem a três julgamentos por ano de juízes não relatores, com verificação de todos os passos processuais conducentes à sentença e análise detalhada do acórdão que a suportou. Teríamos médicos relatores a assistirem a três consultas por ano dos médicos de família não relatores; a verificarem todos os diagnósticos, todas as estratégias terapêuticas e todas as prescrições feitas a todos os doentes. Imaginemos que os juízes teriam que estabelecer, ano após ano, objectivos, tipo: número de arguidos a julgar, percentagem a condenar e contingente a inocentar. O mesmo para os médicos: doentes a ver, a declarar não doentes, a tratar directamente ou a enviar para outras especialidades, devidamente seriadas e previstas antes do decurso das observações clínicas. Imaginemos que o retorno ao crime por parte dos criminosos já julgados penalizaria os juízes; que a morte dos pacientes penalizaria os médicos, mesmo que a doença não tivesse cura. Imaginemos, ainda, que o modelo se mantinha o mesmo para os juízes dos tribunais cíveis, criminais, fiscais ou de família e indistinto para os otorrinolaringologistas, neurologistas ou ortopedistas. Imaginemos, agora, que um psiquiatra podia ser o relator e observador para fins classificativos do estomatologista ou do cirurgião cardíaco. Imaginemos, por fim, que os prémios prometidos para os melhores assim encontrados estavam suspensos por falta de meios e as progressões nas respectivas carreiras congeladas. Imaginemos que toda esta loucura kafkiana deixava milhares de doentes por curar (missão dos médicos) e muitos cidadãos por julgar (missão dos juízes). A sociedade revoltava-se e os profissionais não cumpririam. Mas este modelo, aplicado aos professores, está a deixá-los sem tempo para ensinar os alunos (missão dos professores), com a complacência de parte da sociedade e o aplauso de outra parte. E os professores cumprem. E Cavaco Silva sempre calou.

Ultrapassámos os limites do tolerável e do suportável. Ontem, o estudo acompanhado e a área-projecto eram indispensáveis e causa de sucesso. Hoje acabaram. Ontem, exigiram-se às escolas planos de acção. Hoje ordenam que os atirem ao lixo. Ontem Sócrates elogiou os directores. Hoje reduz-lhe o salário e esfrangalha-lhes as equipas e os propósitos com que se candidataram e foram eleitos. Ontem puseram dois professores nas aulas de EVT em nome da segurança e da pedagogia activa. Hoje dizem que tais conceitos são impróprios. Ontem sacralizava-se a escola a tempo inteiro. Hoje assinam o óbito do desporto escolar e exterminam as actividades extracurriculares. Ontem criaram a Parque Escolar para banquetear clientelas e desorçamentar 3 mil milhões de dívidas. Hoje deixaram as escolas sem dinheiro para manter o luxo pacóvio das construções ou sequer pagar as rendas aos novos senhores feudais. Ontem pagaram a formação de milhares de professores. Hoje despedem-nos sem critério, igualmente aos milhares. 

Os portugueses politicamente mais esclarecidos poderão divergir na especialidade, mas certamente acordarão na generalidade: os 36 anos da escola democrática são marcados pela permanente instabilidade e pelo infeliz desconcerto político sobre o que é verdadeiramente importante num sistema de ensino. Durante estes 36 anos vivemos em constante cortejo de reformas e mudanças, ao sabor dos improvisos de dezenas de ministros, quando deveríamos ter sido capazes de estabelecer um pacto mínimo nacional de entendimento acerca do que é estruturante e incontornável para formar cidadãos livres. Sobre tudo isto, o silêncio de Cavaco Silva é preocupante e obviamente cúmplice.

* Professor do ensino superior

sábado, 15 de janeiro de 2011

homenagem a Martin Luther King

Martin Luther King Jr. nasceu num dia 15 de Janeiro, há 82 anos, em Atlanta, Georgia, USA. Foi um orador ímpar e um dos grandes ícones da luta pela igualdade de direitos nos Estados Unidos da América. 
Foi Nobel da Paz em 1964
Quatro anos depois, em 4 de Abril de 1968, Luther King seria assassinado em Memphis, Tennessee, USA -fonte

domingo, 9 de janeiro de 2011

Os caretos , ou a Festa dos Rapazes no nordeste transmontano


Persistência milenar de um velho rito de puberdade..

Diz o abade de Baçal: «A festa dos rapazes, celebrada em muitas aldeias (Baçal, Podence, ..) do concelho de Bragança no dia 26 de Dezembro ou no dia 6 de Janeiro, em que os moços percorrem durante dois dias a povoação, mascarados, vestidos de fatos felpudos de variadas e burlescas cores, soltando i-gu-gus estrídulos ao som da gaita de fole, que fazem lembrar o ululantem carmina (a-la-lah, também muito usado), a que já Sílio Itálico aludia no seu tempo...» 
- in Trás-os-Montes. Exposição portuguesa em Sevilha, 1929, p.12.  - fonte

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Bragança, 09 jan (Lusa):
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Na aldeia de Baçal, em Bragança, não há baile de verão, Natal ou passagem de ano comparável ao fervilhar dos Reis, quando, durante três dias, irrequietos mascarados põem a população em alvoroço.
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São eles que encerram o primeiro ciclo da chamada "Festa dos Rapazes" que, no Nordeste Transmontano, se dispersam pela natal, ano novo e reis.
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Os "caretos" com máscaras feitas de diversos materiais e farfalhos e coloridos fatos de lã ou trapos são os protagonistas destes rituais que já foram apelidados de "Inverno Mágico". fonte




Não sei se a música do vídeo é dos At-Tambur ou dos Stealing Orchestra .. aqui ficam os respectivos sítios:
  • Stealing Orchestraaqui
  • outro vídeo sobre os caretos, aqui
  • Baçal (Macedo de Cavaleiros, Bragança)  -  ver website, aqui
  • «Caretos ainda tentam salvar aldeias dos castigos do além » - sobre os caretos de Podence (Macedo de Cavaleiros, Bragança) , ler aqui

Caretos de Baçal saíram à rua para participar na Festa dos Rapazes e no Dia dos Reis

Primeiro, os rapazes juntam-se na missa, depois, reúnem-se com o mordomo. Colocam as máscaras e vestem-se para a festa. As roupas não são domingueiras, são carnavalescas, e as máscaras, tanto podem ser de rostos humanos, como de animais ou do diabo. A partir daí tudo é permitido. É a Festa dos Rapazes transmontanos.
A Festa dos Rapazes perde-se na memória dos tempos. Relacionada com o solstício de inverno e aparentada com um rito de passagem para a vida adulta, esta festa, dos rapazes que ainda não casaram, tem sofrido a erosão dos tempos mas o essencial permanece.  - fonte


A má língua de Baçal

Não há ninguém na aldeia de Baçal, no concelho de Bragança, que escape à má-língua dos rapazes. A lista é tão longa que começa a ser elaborada mal começa o ano e incluiu más acções, vaidades e procedimentos negativos, entre outros.
O importante é, no primeiro fim-de-semana de Janeiro, ter o que proferir perante os populares. A proteger, da fúria dos visados, o rapaz que lança as críticas, estão cerca de 40 caretos, munidos de paus, que gritam e aclamam cada frase pronunciada.
Este conjunto de acções insere-se na Festa dos Rapazes, uma tradição que se realiza há vários anos, pelas mãos dos jovens de Baçal, e que conta, ainda, com a colaboração da Junta de Freguesia (JFB) e com a Associação Cultural e Recreativa Abade de Baçal.
O orador sobe para a fonte central da aldeia e vai apontando todas as falhas e defeitos que os populares vão evidenciando ao longo do ano.  - fonte


bibliografia (retirada daqui):
  • LOPES, Aurélio, 2000, A Face do Caos – Ritos de Subversão na Tradição portuguesa, Alpiarça, Garrido artes gráficas.
  • PESSANHA, Sebastião, 1960, Mascarados e máscaras populares de Trás-os-Montes, com desenhos de Mily Possoz, Lisboa, Livraria Ferin.
  • TIZA, António Pinelo, 2004, Inverno Mágico, Ritos e Mistérios Transmontanos, Lisboa, Ésquilo. 

 fotos retiradas  daqui
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

do ensino em Portugal

No preciso momento em que a ESAG está a ser objecto de avaliação externa, a análise do estado do ensino em Portugal, por Santana Castilho *,  um dos maiores especialistas em políticas educativas e gestão educacional:


O estado comatoso do ensino em fim de ciclo político

Poucas semanas volvidas sobre a divulgação pela OCDE do “PISA 2009” e o consequente discurso encomiástico do Governo, veio a público o “Projecto Testes Intermédios. Relatório 2010”, um instrumento de avaliação do desempenho dos alunos portugueses, da responsabilidade do Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério da Educação. Que podemos retirar deste relatório? Que os alunos portugueses raciocinam mal e escrevem pior; claudicam quando solicitados a relacionar conhecimentos a que foram expostos em disciplinas diferentes ou a construir um raciocínio lógico, ainda que simples e utilizando informação explicitada no corpo do próprio teste; quando se exprimem ficam-se por níveis elementares de proficiência, longe do rigor frásico e revelam-se ignorantes gramaticalmente; têm manifestas dificuldades em ultrapassar o nível básico na resolução dos problemas colocados, seja qual for a área disciplinar em análise, com incapacidade de ultrapassar o que não seja elementar, simples e curto. Particularmente no ensino secundário, o relatório identifica a falta de rigor científico e a manifesta dificuldade de construir ideias próprias ou lidar com raciocínios demonstrativos. 

Aparentemente, há uma contradição insanável entre os dois estudos em análise. Mas não há. Eles chegam a conclusões semelhantes, usando metodologias distintas, o que reforça a solidez do diagnóstico sobre a mediocridade do ensino nacional. O que foi diferente foi o tratamento mediático e a manipulação triunfalista que Sócrates fez do “PISA 2009”. A este propósito é elucidativo confrontar a fantasia discursiva do primeiro-ministro com o que se pode ler na página 5 do relatório do GAVE, sobre o desempenho dos alunos portugueses: “… Afinal, nada de novo, nada que não tenha sido diagnosticado, de forma muito sintética, no relatório dos TI de 2009. E, se é certo que não se esperavam alterações substanciais em apenas um ano, período de tempo que em educação, todos sabemos, pouco representa quando se trata de possíveis mudanças nos comportamentos dos interlocutores, considera-se que as intervenções de natureza pedagógica e didáctica que devem ser implementadas, visando a correcção dos problemas detectados, não devem ser mais adiadas …”. 

Mas essas mudanças são impossíveis com Sócrates. O teor da resolução nº 101-A/2010 do Conselho de Ministros (que não distingue cortes possíveis de cortes cegos de resultados imprevisíveis) e a boçalidade com que esventraram as equipas directivas das escolas, acabadas de constituir, são tão-só sinais da desorientação de um Governo que desistiu e já esbraceja no naufrágio. Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues orientaram obsessivamente o ensino para resultados estatísticos obtidos a qualquer preço. Desvalorizaram o conhecimento, impuseram a substituição das didácticas exigentes pela ilusão tecnológica e promoveram paradigmas educacionais de terceiro mundo. Os resultados não podiam ser outros. Como na economia, estamos agora em estado comatoso no ensino e iniciamos o ano em letargia de fim de ciclo, de que só poderemos sair com mudança de Governo e de políticas e regeneração do estado anímico do corpo docente. Com efeito, há um cansaço generalizado entre os professores. As doenças depressivas e psiquiátricas cresceram preocupantemente no seio da classe. A contestação inicial às políticas de Maria de Lurdes Rodrigues apagou-se numa capitulação que a maioria não entendeu nem aceitou. À posterior desmotivação sucedeu a actual acomodação de sobrevivência, traduzida numa obediência rotineira a trabalho inglório. A burocracia sem limites, ditada por uma visão napoleónica da escola, sustentada por uma produção normativa diluviana e recheada de formulários burlescos e sem sentido, envolveu os docentes numa cultura de inutilidade kafkiana, que lhes deixa cada vez menos tempo para ensinarem. Alguns continuam a contestar. Mas a maioria aceita, conformada. As consequências de um ciclo político que teve por desígnio vergar e diminuir os docentes aos olhos da opinião pública serão mais nefastas do que aquilo que se pode observar imediatamente. Dois aspectos me preocupam sobremaneira, a saber: a saída por reforma antecipada, ainda que com graves penalizações financeiras, de um número substancial dos professores mais experientes e o futuro afastamento da profissão dos jovens mais talentosos. Trata-se, no primeiro caso, de uma ruptura grave no equilíbrio tradicional em qualquer quadro de exercício profissional, em que os mais velhos asseguram o enquadramento dos que vão chegando de novo. Sempre assim foi, nos hospitais, nas fábricas, em qualquer organização. Mas, de repente, nas escolas, muitos dos que serviam de referência e ainda tinham muito para dar começaram a partir. Quanto ao segundo aspecto, espera-nos o fenómeno que tocou a outros que cometeram erro idêntico (o Reino Unido é um bom exemplo): a médio trecho passaremos de excesso de professores a falta, particularmente nalgumas disciplinas (a Matemática será a primeira). Sem que valorize exageradamente as associações possíveis, que a econometria prevalecente transforma em correlações definitivas e dogmáticas, é curioso recordar o que os estudos da OCDE evidenciam a este propósito: os países cimeiros dos rankings dos sistemas educativos recrutam os seus professores de entre os mais qualificados graduados universitários e perseguem políticas de valorização e remuneração aliciante dos docentes em início de carreira.


* Professor do Ensino Superior
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in Público, 5 de Janeiro de 2011


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- sobre as 'leituras' do relatório da OCDE, ver também: "uma pedra sobre o PISA"
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do relatório da OCDE, aqui


do PISA (Programme for International Student Assessment) :
  • Socióloga francesa sustenta que avaliação desenvolvida pela OCDE está a orientar os sistemas de ensino apenas para os resultados e a matar a "matriz da educação" (aqui)
  • O PISA procura medir a capacidade dos jovens de 15 anos (...) - ver: http://www.gave.min-edu.pt/np3/157.html

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

um departamento acolhedor

É o Dpt de Línguas da ESAG: professoras, todas - de Português, Teatro, Francês, Inglês. Celebrámos no passado dia 17 um aniversário recente, a nossa amizade e a sobrevivência a estes tempos que têm tratado os profissionais da Educação com pouca meiguice, para usar um quase eufemismo ..

O restaurante era simpático, acolhedor. A comida, deliciosa. A companhia, do melhor. E houve festa e cantámos. E veio outra professora de outro departamento: adoptámo-la, fizemos dela membro efectivo honoris causa  do Dpt de Línguas. Viemos a saber que mais gostariam de ter estado ali connosco. E penso, o melhor do mundo somos nós, as pessoas que o são com o coração, e é a amizade que valorizamos e preservamos.
Pela minha parte, OBRIGADA, colegas, amigas.

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mais fotos - brevemente - no blogue do Dpt!:-)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

José Saramago, o cidadão - empenhado, interventivo


«Tudo se discute neste mundo, menos a democracia! »
«A democracia está aí, como se fosse uma santa de altar de quem já não se esperam milagres..»

« .. e não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia sequestrada, condicionada, amputada! Porque o poder do cidadão, o poder de cada um de nós, limita-se, na esfera política, a tirar um governo de que não se gosta e a pôr outro de que talvez se venha a gostar!»


ainda e sempre actual, José Saramago:


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José Saramago, o homem religioso

sobre o romance "Caim":

Saramago, o homem político

homenagem do PCP, de que foi militante, aquando da entrega do prémio Nobel da Literatura, em 10/12/1998


domingo, 28 de novembro de 2010

José Saramago, o homem

sensível, e doce - e como isso transparece tanto nos seus romances, no tratamento da figura feminina, nomeadamente (e talvez sobretudo, se excluirmos Blimunda, de O Memorial do Convento) - neste seu esmagador "Ensaio Sobre a Cegueira".

no vídeo, Saramago com o realizador Fernando Meirelles, depois de assistirem ao filme:

A maior flor do mundo

Entre 16/11 e 10/12 decorrem na ESAG actividades de homenagem a José Saramago (16.11.1922 - 18.06.2012) .


Foi em 10 de Dezembro de 1988 que Saramago recebeu o prémio literário mais ambicionado de todos - o Nobel da Literatura, pelo conjunto da sua obra.


O esag-margem sul associa-se a essa celebração, começando por publicar aqui o seu único conto infantil, mais tarde transformado numa curta-metragem.



em galego,  
A Flor Máis Grande do Mundo

oxigénio em Reia

blue, de Wassily Kandinsky

publicado em 26/11/2010 no jornal Público

Há oxigénio na atmosfera de Reia, uma das luas de Saturno, detectou a sonda Cassini da NASA, que está a estudar o sistema de Saturno. É a primeira vez que este gás, chave da vida na Terra, é detectado directamente na atmosfera de outro planeta.

A atmosfera - ou exosfera, como se chama por ser noutro planeta que não a Terra -, contém também dióxido de carbono. É muito ténue: à superfície o oxigénio é cinco biliões (milhões de milhões) de vezes menos denso do que no nosso planeta, diz um comunicado da NASA.

Mas desengane-se quem está já a sonhar com extraterrestres, pelo menos com plantas extraterrestres, que façam fotossíntese, respirando dióxido de carbono e libertando oxigénio. Estes gases devem ser libertados devido à acção de partículas de altas energias da magnetosfera de Saturno que bombardeiam a superfície gelada desta lua, onde há gelo de água, adianta o artigo publicado esta semana na revista “Science”, onde é descrita a descoberta.

Se há oxigénio, faltará outro componente essencial: água no estado líquido  [ler mais]

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

música e neurónios

World Science Festival 2009:
Bobby McFerrin Demonstrates the Power of the Pentatonic Scale

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

porque a alternativa existe ..

Fundação Gates dá bolsas a cientistas portugueses

Fundação Gates dá bolsas a portugueses para desenvolverem armas contra a malária

Uma vacina e um estimulante imunitário que podem evitar a morte das crianças. Dois projectos vindos de laboratórios portugueses conseguiram cumprir os rigorosos critérios da Fundação Bill & Melinda Gates. E ganharam bolsas. Em ano e meio os primeiros resultados estarão aí. Se resultar, a fundação pode injectar fundos a sério, no valor de um milhão de dólares. [ler mais aqui]

Outubro em imagens

exposições realizadas na ESAG:

Halloween, pelo 9.º G - CEF de Apoio à Família e à Comunidade:







do projecto Escola com + Sumo:








exposição comemorativa dos 100 anos da República:



sábado, 30 de outubro de 2010

aprender com Carl Jung

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An understanding heart is everything in a teacher, and cannot be esteemed highly enough. One looks back with appreciation to the brilliant teachers, but with gratitude to those who touched our human feeling. The curriculum is so much necessary raw material, but warmth is the vital element for the growing plant and for the soul of the child.
(Carl Jung) 


tradução (muito livre):

Uma coração 'grande' é tudo num professor, e uma dádiva inestimável. Recordamos com apreço os professores brilhantes, mas com gratidão aqueles que tocaram fundo os nossos corações. As matérias que se estudam são a inegavelmente necessária matéria prima, mas o calor (humano)  é que é o elemento vital para a planta em crescimento e a alma da criança.

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Carl Gustav Jung (1875 — 1961) foi um psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, também conhecida como psicologia junguiana. (ver artigo aqui )
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