quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Arthur Rimbaud

ARTHUR RIMBAUD  (1854 – 1891)  nasceu  num dia 20 de Outubro, fez ontem 156 anos.

Sobre o poeta, integralmente retirado daqui:

«O que Mallarmé não parece ter adivinhado é que o "Viajante notável" voltaria, que ia ficar, que não pararia de crescer, que a sua influência se estenderia a todas as gerações e que aquele garoto seria no século novo não o mestre, e sim, melhor ainda, o mensageiro, o profeta de toda uma juventude febril, entusiasta, rebelde.»
~ Georges Duhamel ~

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«Esta página é um ensaio biográfico de uma das pessoas mais extraordinárias que já apareceram sobre a terra. Arthur Rimbaud foi um milagre, um fenómeno de ordem sobrenatural, pela sua precocidade assustadora e pelo mistério do seu destino, que permanece impenetrável como seu génio mesmo.

Ficamos desconcertados ao saber da existência de um adolescente que compôs, entre os quinze e os dezanove anos, poemas fulgurantes e visionários, de uma beleza estranha; prosas inauditas; e que ele tenha atingido os cimos do pensamento então inviolados.

Ficamos confusos face à ideia de que este personagem tenha inexoravelmente renunciado à literatura aos dezanove anos e que, na segunda fase de sua breve existência, tenha realizado prodígios dignos de um herói em longas e fantásticas caminhadas, percorrendo a Europa e os oceanos, dando-se a mil e uma ocupações para ganhar a vida, aprendendo uma porção de línguas, para malograr, finalmente, na África, onde cumprirá o resto de seu ciclo infernal em atrozes condições e morrer como um mártir aos trinta e sete anos.

Assim foi a vida trágica de Arthur Rimbaud, um dos únicos na história dos homens. »



Rimbaud par lui même:
«Acredito que estou no inferno, portanto estou nele.»
«Eu escrevia silêncios, noites, anotava o inexprimível. Fixava vertigens.»

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Ophélia

                              I
Sur l'onde
calme et noire où dorment les étoiles
La blanche Ophélia flotte comme un grand lys,
Flotte très lentement, couchée en ses longs voiles ...
On entend dans les bois lointains des hallalis.
Voici plus de mille ans que la triste Ophélie
Passe, fantôme blanc, sur le long fleuve noir.
Voici plus de mille ans que sa douce folie
Murmure sa romance à la brise du soir.
Le vent baise ses seins et déploie en corolle
Ses grands voiles bercés mollement par les eaux;
Les saules frissonnants pleurent sur son épaule,
Sur son grand front rêveur s'inclinent les roseaux.
Les nénuphars froissés soupirent autour d'elle;
Elle éveille parfois, dans un aune qui dort,
Quelque nid d'où s'échappe un petit frisson d'aile:
Un chant mystérieux tombe des astres d'or.

                         II
Ô pâle Ophélia, belle comme la neige!
Oui tu mourus, enfant, par un fleuve emporté!
- C'est que les vents tombant des grands monts de Norvège
T'avaient parlé tout bas de l'âpre liberté;
C'est qu'un souffle inconnu, fouettant ta chevelure,
A ton esprit rêveur portait d'étranges bruits;
Que ton cœur entendait la voix de la Nature
Dans les plaines de l'arbre et les soupirs des nuits;
C'est que la voix des mers, comme un immense râle,
Brisait ton sein d'enfant trop humain et trop doux;
C'est qu'un matin d'avril, un beau cavalier pâle,
Un pauvre fou, s'assit, muet, à tes genoux !
Ciel, Amour, Liberté : quel rêve, ô pauvre Folle!
Tu te fondais à lui comme une neige au feu:
Tes grandes visions étranglaient ta parole
- Et l'Infini terrible effara ton œil bleu.

                        III
- Et le Poète dit qu'aux rayons des étoiles
Tu viens chercher, la nuit, les fleurs que tu cueillis;
Et qu'il a vu sur l'eau, couchée en ses longs voiles,
La blanche Ophélia flotter, comme un grand lys !

A. Rimbaud, Mai 1870

retirado  daqui (ver tradução em português)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Trinity College and The Book of Kells

Remexendo em papeis, fui dar com estas imagens: postais da famosíssima biblioteca da mais conceituada universidade irlandesa, Trinity College, em Dublin, que visitámos com os alunos dos 11.º e 12.º nas férias da Páscoa do ano lectivo anterior.

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a biblioteca

Entre as preciosidades que encerra esta biblioteca está o "ex-libris", o Book of Kells . Trata-se de um manuscrito criado pelos monges do Mosteiro de Kells - antiquíssimo (circa 8oo AD-depois de Cristo) e muito raro, por compilar os 4 Evangelhos conhecidos à data. O livro reúne textos do Novo Testamento e iluminuras belíssimas, resultado de uma imensa paciência e apurados engenho e técnica, não só da preparação do 'papel' (pele de cabra curtida artesanalmente de modo especial), como da mistura das 'tintas', fabricadas a partir de produtos naturais.
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pormenores das iluminuras
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visitas de estudo - normas aplicáveis aos professores acompanhantes

Lei n.o 13/2006 de 17 de Abril
Transporte colectivo de crianças

A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.o da Constituição, o seguinte:

CAPÍTULO I
Disposições gerais
Artigo 1.o
Objecto
A presente lei define o regime jurídico do transporte colectivo de crianças e jovens até aos 16 anos, adiante designado por transporte de crianças, de e para os estabelecimentos de educação e ensino, creches, jardins-de-infância e outras instalações ou espaços em que decorram actividades educativas ou formativas, designadamente os transportes para locais destinados à prática de actividades desportivas ou culturais, visitas de estudo e outras deslocações organizadas para ocupação de tempos livres.

Artigo 2.o
Âmbito
1—A presente lei aplica-se ao transporte de crianças realizado em automóvel ligeiro ou pesado de passageiros, público ou particular, efectuado como actividade principal ou acessória, salvo disposição em contrário.
2—Para os efeitos do disposto no número anterior, entende-se por actividade acessória aquela que se efectua como complemento da actividade principal da desenvolvida pela entidade transportadora.
3—A presente lei não se aplica aos transportes em táxi e aos transportes públicos regulares de passageiros,
salvo se estes forem especificamente contratualizados para o transporte de crianças.

(...)
Artigo 8º
Dos vigilantes

1— No transporte de crianças é assegurada, para além do motorista, a presença de um acompanhante adulto designado por vigilante, a quem compete zelar pela segurança das crianças.

2—São assegurados, pelo menos, dois vigilantes quando:
a) O veículo automóvel transportar mais de 30 crianças ou jovens;
b) O veículo automóvel possuir dois pisos.

3—A presença do vigilante só é dispensada se o transporte for realizado em automóvel ligeiro de passageiros.

4 – O vigilante ocupa um lugar que lhe permita aceder facilmente às crianças transportadas, cabendo-lhe, designadamente:
a) Garantir, relativamente a cada criança, o cumprimento das condições de segurança previstas nos artigos 10º e 11º.
b) Acompanhar as crianças no atravessamento da via, usando colete retrorrefletor e raqueta de sinalização, devidamente homologados.
5 – Cabe à entidade que organiza o transporte assegurar a presença do vigilante e a comprovação da sua idoneidade.

Artigo 10º
Lotação
2 – Nos automóveis de mais de nove lugares, as crianças menores de 12 anos não podem sentar-se nos lugares contíguos ao do motorista e nos lugares da primeira fila.
Artigo 11.o
Cintos de segurança e sistemas de retenção
1—Todos os lugares dos automóveis utilizados no transporte de crianças devem estar equipados com cintos de segurança, devidamente homologados, cuja utilização é obrigatória, nos termos da legislação específica em vigor.

Artigo 19º
Contra-ordenações
3 – Para efeitos do disposto na presente lei. Constitui contra-ordenação:
f) A ausência ou insuficiência de vigilantes, assim como o não uso de colete retro reflector, nos termos do artigo 8º.
g) A falta de documento comprovativo da satisfação do requisito de idoneidade do vigilante, a que se refere o nº 5 do artigo 8º.
5 – São consideradas contra-ordenações graves as previstas nas alíneas f), g), i), j), l), m), p) e q) do nº 3 do presente artigo.

Artigo 20º
Coimas
3 – As contra-ordenações graves são punidas com coima entre € 500 e € 1500.

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domingo, 10 de outubro de 2010

Nobel da Paz para o dissidente chinês Liu Xiaobo

o governo da China (que considera esta atribuição do prémio a Liu Xiaobo uma 'obscenidade'..) opta pelo boicote absoluto a todas as notícias sobre o Nobel..

«É provável que Liu Xiaobo não saiba sequer que ganhou o prémio Nobel da Paz. Talvez partilhasse com a mulher a ideia de que nunca o receberia porque dificilmente Oslo iria desafiar a grande potência económica em que a China se tornou.



Mas foi com esse mesmo argumento que os membros do comité decidiram distinguir "o símbolo" da luta pelos direitos humanos no país: o regime tem de acompanhar os avanços económicos com o respeito pelas liberdades fundamentais.

O crescimento das últimas décadas, "praticamente ímpar na história", tornou a China na segunda economia mundial e tirou centenas de milhões de pessoas da pobreza, declarou o comité. "O novo estatuto deve conduzir a maior responsabilidade". Durante mais de duas décadas, Liu Xiaobo tem sido um grande "porta-voz dos direitos fundamentais". » - ler mais

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fotos retiradas do Yahoo

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mário Vargas Llosa, Nobel da Literatura 2010

«Um Nobel da Literatura tão esperado que foi uma surpresa!»

o título é do Público, o artigo de Luís Miguel Queirós (aqui)

alguns excertos:

Quando Vargas Llosa parecia já destinado a tornar-se o sucessor vitalício de Jorge Luis Borges, que todos os anos era notícia por não ganhar o Nobel, a Academia decidiu finalmente consagrar o autor de Conversa na Catedral (1966). A decisão foi anunciada ontem, (7/10) ao princípio da tarde, pelo presidente da Academia Sueca, Peter Englund, que destacou, na obra de Vargas Llosa, a "cartografia das estruturas de poder" e as "imagens mordazes de resistência individual, revolta e derrota".

Em entrevista a uma rádio colombiana logo após ter sabido que era o 103.º Nobel da Literatura - e que iria receber 10 milhões de coroas suecas (mais de um milhão de euros) -, Vargas Llosa confessou a sua surpresa: "Não sabia que estava, sequer, entre os candidatos". Garantiu mesmo que começou por julgar que se tratava de uma brincadeira. Na conferência de imprensa que deu ao fim da tarde acrescentou que este prémio "reconhece não apenas o escritor, mas a maravilhosa língua espanhola e a literatura latino-americana".

Mas é de prever que nem todos os latino-americanos se regozijem com esta escolha, já que muitos não lhe terão ainda perdoado a acentuada viragem política à direita, que culminou com a sua candidatura à Presidência do Peru (...)
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 "Vargas Llosa e García Márquez: uma inimizade para toda a vida" - aqui
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Em 1967 (...) Vargas Llosa afirmou, ao receber na Venezuela o prémio internacional Rómulo Gallegos, que "a literatura é fogo" e que "a razão de ser do escritor é o protesto, a contradição e a crítica". E lançou um aviso: "Ou a sociedade (...) elimina de uma vez por todas esse perturbador social que é o escritor, ou acolhe a literatura e, nesse caso, não tem outro remédio senão aceitar uma perpétua torrente de agressões, ironias e sátiras".


Nascido na cidade peruana de Arequipa a 28 de Março de 1936, Vargas Llosa foi criado pelos seus avós maternos, primeiro na Bolívia, onde o avô era cônsul, e depois em Piura, no Peru, que evoca nas novelas recolhidas em Os Chefes (1959) e no romance A Casa Verde (1966). Já adolescente, voltou a viver com os pais e estudou num colégio militar, experiência que descreve em A Cidade e os Cães (1963).

Das várias obras publicadas por Vargas Llosa nas últimas décadas, algumas das mais relevantes são A Guerra do Fim do Mundo (1981), sobre a Guerra dos Canudos, A Festa do Bode (2000) ou O Paraíso na Outra Esquina (2003), cuja protagonista é a feminista Flora Tristán, avó do pintor Paul Gauguin.

links no nome para vídeos do Youtube: Vargas Llosa fala sobre a sua obra e a literatura

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O Nobel em castelhano (retirado  daqui )
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O primeiro autor americano de língua espanhola a receber o Nobel da Literatura foi a poetisa chilena Gabriela Mistral (1889-1957), em 1945. Seguiu-se um intervalo de mais de duas décadas até à consagração, em 1967, do ficcionista guatemalteco Miguel Ángel Asturias (1899-1974). Apenas quatro anos depois, em 1971, era a vez do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973).


Gabriel García Marquez (link p/ Youtube: GM fala sb si e os livros) - o romancista de Cem Anos de Solidão -, recebeu o prémio em 1982, e, cumprindo a regra da alternância entre prosadores e poetas, seguiu-se, em 1990, o poeta e ensaísta mexicano Octavio Paz (1914-1998).

Decorreram depois vinte anos até que a irregularíssima órbita do Nobel voltasse a passar na América Latina, consagrando agora o peruano Mario Vargas Llosa.
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fotos de M.V. Llosa , P. Neruda , G. Marquez e O. Paz retiradas  daquidaqui  ,  daqui  e daqui , respectivamente



Ainda assim, e apesar da aparente resistência da Academia Sueca aos escritores argentinos - Jorge Luis Borges, Adolfo Bioy Casares e Julio Cortázar morreram sem receber o prémio, e o romancista Ernesto Sábato, que fará cem anos em 2011, dificilmente o receberá - , a literatura de língua espanhola até não tem grandes razões de queixa. (...)

 fotos de J.L. Borges e J. Cortázar retiradas daqui  e  daqui, respectivamente
os links nos nomes :    Borges lê "Arte Poética";   Cortázar fala do seu mais famoso romance, 'Rayuela'

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sobre o testamento de Alfred Nobel: aqui  e aqui
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sábado, 2 de outubro de 2010

Dia Europeu das Línguas



 
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Aqui na ESAG comemorámo-lo a 24, embora a data oficial escolhida pelo Conselho da Europa seja o 26 de Setembro (este ano, um domingo).
Estiveram envolvidos na celebração os alunos do 7.º ao 11.º anos e as professoras de Inglês e Francês do Departamento de Línguas Estrangeiras.

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Celebra-se assim, na União Europeia, a diversidade enriquecedora das cerca de 200 diferentes línguas nativas do Velho Continente.
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Por cá os alunos pesquisaram na net frases em línguas estrangeiras, elaboraram cartazes e uma grinalda de letras, pintaram T-shirts, interpelaram em 'estrangeiro' professores e funcionários. 

Realizou-se uma 'festa das línguas' com bolos de chocolate à mistura (que, diga-se, desapareceram num ápice!). O passadiço que une os blocos E e H esteve enfeitado e não faltou a música nem os sempre imprescindíveis dançarinos.



Cartazes oficiais e uma selecção dos fotos que documentam este acontecimento











 








 


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

novo romance de José Luís Peixoto

nostálgicas paisagens alentejanas (as Galveias) - amparadas pela música dos Moonspell - no vídeo promocional do novo romance de José Luís Peixoto, "Livro" , que estará nas livrarias a 24 de Setembro.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

discursos na abertura do ano lectivo

1. do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama:

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2. da ministra da educação de Portugal, Isabel Alçada:

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Égito Gonçalves, português, poeta

Palavras


Com palavras me ergo em cada dia!
Com palavras lavo, nas manhãs, o rosto
e saio para a rua.
Com palavras - inaudíveis - grito
para rasgar os risos que nos cercam.
Ah!, de palavras estamos todos cheios.
Possuímos arquivos, sabemo-las de cor
em quatro ou cinco línguas.
Tomamo-las à noite em comprimidos
para dormir o cansaço.
As palavras embrulham-se na língua.
As mais puras transformam-se, violáceas,
roxas de silêncio. De que servem
asfixiadas em saliva, prisioneiras?
Possuímos, das palavras, as mais belas;
as que seivam o amor, a liberdade...
Engulo-as perguntando-me se um dia
as poderei navegar; se alguma vez
dilatarei o pulmão que as encerra.
Atravessa-nos um rio de palavras:
Com elas eu me deito, me levanto,
e faltam-me palavras para contar...


Égito Gonçalves  (1922-2001)
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retirados daqui, informação e poema:


Égito Gonçalves nasceu em Matosinhos em 1922. Esteve ligado às revistas Távola Redonda, Árvore, Notícias do Bloqueio e Limiar, entre outras. Tradutor e poeta


Muda-se o tema, onde o mar começa.
A aventura é o mar ou essa forma
que se forma depois, que vai viver
na memória dos dias? De uma ilha lembro
onde o mar me levou e do conhecimento
várias portas me abriu. O oceano
começava antes, acabava depois, ali
só prosseguia, embalando-me em noites
de velame abatido, de fáceis ananases,
de alta mastreação tocada de saudade
lucilante como a esteira do luar.
Mais tarde soube que estava sem trabalho
pois não havia Índias nem de infantas
o prémio de um sorriso. Mas combates
havia para outros, torpedos e canhões
longe não andavam. Daquela guerra
eu só fingia ser. Ancorado veleiro
eu pensaria a ilha, verde como o slogan,
nela não enjoava como, sobre o mar,
me acontecia nos navios da Insulana.
Marinheiro, eu não era. O mundo antigo
vivia-se nos livros, reproduções offset
multiplicavam os atlas, alguns poetas
banhariam na Grécia os seus poemas. Eu,
estava ali, parado no tempo, onde
o mar começava e acabava, esperando
que na praça da Matriz o relógio do sono
badalasse o regresso. A minha casa
estava a oriente, ali acabaria
para mim o mar, e só quando da praia
o visse, a imaginação poderia segredar-me
que os meus pés começava e da viagem
seria excluído. Um rosto sem segredos
que as marés negras adoecem, e me acena
quando o avião desce e os motores destroçam
um mar de nuvens que se desfaz e recomeça.


in antologia Onde o Mar Acaba

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

É fácil malhar nos professores

um artigo de Santana Castilho:

A crise económica e financeira que nos assola não é um fenómeno da natureza. É consequência de decisões políticas. Umas, porque somos uma pequena economia aberta dependente daquilo que os outros fazem, escapam ao nosso controlo. Outras podem ser directamente actuadas por nós. Está neste caso o equilíbrio entre o que gastamos e o que produzimos. É pois natural que a discussão à volta de como cortar despesa seja uma discussão importante. Mas, para que seja construtiva, deve ser servida por informação isenta, completa e esclarecedora.

Li no Jornal de Negócios de 24 de Agosto: "A despesa do Estado não pára de crescer, apesar de o ano ser de consolidação orçamental. E cerca de um terço deste crescimento - que atingiu os 3,8% em Julho - vem da educação, em parte devido à melhoria das remunerações de professores, no seguimento do processo de avaliação."
Este naco de prosa e o que segue no desenvolvimento da notícia é assassino para os professores, no contexto dos sacrifícios que o povo suporta. Vejamos porquê. Comecemos por ir à fonte, um boletim mensal editado pela Direcção-Geral do Tesouro, intitulado Síntese da Execução Orçamental, referente a Agosto. Na página 9 está explicado que o aumento de 3,9 por cento das "despesas com pessoal" do Estado se deve ao aumento de duas rubricas: "remunerações certas e permanentes", que não cresceram 3,9 por cento mas apenas 1,6 por cento, e "segurança social", que cresceu 15,7 por cento. Assim, a "melhoria das remunerações dos professores, no seguimento do processo de avaliação", devia ser conotada com 1'6 por cento e não 3,9 por cento. Ganharia o rigor. Mas ainda ganharia mais rigor se a notícia esclarecesse, como devia e consta do documento que lhe serviu de base, que o aumento de 1,6 por cento se ficou a dever, para além da aludida parte dos professores, "à implementação dos novos sistemas remuneratórios das forças de segurança e dos militares" e à "contratação extraordinária de pessoal a termo e em regime de tarefa ou avença pelo Instituto Nacional de Estatística" (sic, publicação citada, p.9). Isto é: os 3,9 são, afinal, 1,6 e os 1,6 são repartidos por militares, forças de segurança, INE e professores. Mas a notícia só fala de professores. Feita a desagregação da despesa, como importaria o rigor, a montanha pariria um ratito.

E se fôssemos mais além e comparássemos, não o actual momento com o período homólogo de 2009, mas o que ganhavam os professores antes de Sócrates, em termos reais, com aquilo que hoje ganham, então só poderíamos concluir que, exceptuando a chaga dos desempregados, são eles a classe mais penalizada. Viram salários congelados, carreiras congeladas e degradadas e tempos de trabalho aumentados. Regrediram em toda a linha. Estou disponível para discutir e provar o que afirmo a quem quiser, jornalista, articulista, economista, políticos e outros. E esclareço que não me movem corporativismos, já que é outro o meu subsector de ensino. Move-me a justiça. E move-me o interesse nacional, porque é esse interesse que cede cada vez que se beliscam injustamente os professores.

Mas o rigor ainda suscita outras considerações. Tenho à minha frente o Orçamento do Estado para 2010. É um grosso volume com 736 páginas. Abro-o na 312 e cito o que lá está: "... A despesa consolidada do Ministério da Educação (MEDU) atinge o montante de 7275,7 milhões de euros ... Face à estimativa da despesa do ano de 2009, o orçamento do MEDU representa um acréscimo de 0,8%, acréscimo que se verifica ... sobretudo nas dotações específicas para o Ensino Particular e Cooperativo e para a Educação Pré-Escolar (sublinhado meu)." Quer isto dizer que quem aprovou o Orçamento do Estado de 2010 sabia que a despesa iria crescer 623,8 milhões de euros. E teimo no rigor. No documento em análise, na página 38, diz-se que a dotação orçamental da Educação foi corrigida para menos 20,6 milhões de euros. Será cumprida a correcção? Não sei, não sabemos. Mas está lá.

Os défices não são necessariamente peçonhentos. Se forem movidos por boas causas, isto é, investimento produtivo, e se estiverem controlados, isto é, se o "passivo" que representam puder ser pago pelo "activo" que os contraiu, são instrumentos de desenvolvimento e progresso. O problema do país reside na não verificação destas premissas básicas e daí a urgência em cortar despesa. Mas não se pode cortar despesa clamando esquizofrenicamente corta, corta, corta. Não chega. É preciso dizer onde e mostrar que se conhecem os cenários de consequências, negativas e positivas. Este era um belo trabalho de investigação jornalística que o Jornal de Negócios poderia promover, em vez de malhar nos professores. Deixo-lhe exíguas pistas:
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  • Quanto se gastou, e com que resultados, nos programas de modernização tecnológica das escolas? Só os últimos portáteis a entregar a crianças que deles não necessitam importam em 50 milhões de euros. 
  • Quanto custou até agora cada metro quadrado reconstruído pela Parque Escolar? 
  • Quanto custam a avaliação do desempenho e a gestão das escolas, que destruíram a estabilidade dos professores? 
  • Quanto custa cada aluno dos mais que polémicos Cursos de Educação e Formação (CEF) e Cursos de Educação e Formação para adultos (EFA)
  • Quanto custaram o Plano de Recuperação da Matemática e todos os outros que se criam porque o que devia funcionar não funciona?

in Público, 1/9/2010

sexta-feira, 30 de julho de 2010

António Feio, um Homem de coragem

O actor António Feio faleceu esta noite no Hospital da Luz, onde estava internado há alguns dias. Aos 55 anos, António Feio não conseguiu vencer o cancro no pâncreas contra o qual lutava há cerca de um ano. (fonte)

O presidente da Sociedade Portuguesa de Autores lamentou hoje a morte de António Feio, uma "perda pesada" de quem "ajudou muitos jovens a irem ao teatro" e se revelou com "um talento especialíssimo para a comédia".

"O teatro português perde um dos seus atores mais versáteis e também um encenador muito experiente e inspirado e com um talento especialíssimo para a comédia. Uma comédia moderna, ágil, de costumes, muito virada também para o nonsense, para o jogo com a linguagem do quotidiano, coisa que aconteceu muito com a 'Conversa da Treta', na qual António Feio fez dupla com o ator e amigo José Pedro Gomes", afirmou José Jorge Letria .(fonte)

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em sua memória, com saudade e admiração:


"Aproveitem a vida e ajudem-se uns aos outros. 
Apreciem cada momento, agradeçam 
e não deixem nada por dizer, nada por fazer." (A. F.)

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

João Aguiar, in memoriam

O escritor João Aguiar, de 66 anos, morreu hoje, em Lisboa, vítima de cancro.

João Casimiro Namorado de Aguiar, nascido a 28 de Outubro de 1943, em Lisboa, escreveu mais de duas dezenas de romances e criou duas séries de televisão destinadas ao público mais jovem – Sebastião e os Mundos Secretos e o Bando dos Quatro, no qual ele próprio figura na personagem do Tio João. fonte

Ferreira Gullar ganha Prémio Camões 2010


Nascido em São Luis do Maranhão, em 1930, Ferreira Gullar procurou apontar em sua obra a problemática da vida política e social do homem brasileiro.

De uma forma precisa e profundamente poética traçou rumos e participou ativamente das mudanças políticas e sociais brasileiras, o que lhe levou à prisão juntamente com Paulo Francis, Caetano Veloso e Gilberto Gil em 1968 e posteriormente ao exílio em 1971 .

Poeta, crítico, teatrólogo e intelectual, Ferreira Gullar entra para a história da literatura como um dos maiores expoentes e influenciadores de toda uma geração de artistas dos mais diversos segmentos das artes brasileiras. fonte

ver aqui : e-poemas     ;   sítio oficial, aqui

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?


Um instante

Aqui me tenho
como não me conheço
         nem me quis

sem começo
nem fim

        aqui me tenho
        sem mim

nada lembro
nem sei

à luz presente
sou apenas um bicho
          transparente


Filhos - ouça a narração do poema na voz de Ferreira Gullar em RealAudio
.

domingo, 30 de maio de 2010

Dia da Escola

Foi animadíssimo o dia, como de costume, e o tempo ajudou...
Houve exposição de trabalhos das várias disciplinas, teatro, actividades e ateliers abertos, festa de talentos ..
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.
Algumas das fotos que documentam esta celebração da nossa escola:
.

o início da festa..

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o sarau da Educação Física:

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os sempre espectaculares vulcões das Ciências da Natureza:

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mais os fascinantes - ainda que desvendados - órgãos do corpo humano da Biologia:

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as comidas saborosíssimas dos apurados alunos do curso profissional:

 .

 .

e ..
 a sensacional Festa dos Talentos:
o júri encarregue de eleger os 3 melhores artistas da n/ escola,

 .
 os artistas em pre-actuação..

 .
a entusiasmada assistência:


 .
a dança de encerramento da Festa,
especialmente abrilhantada pelas crianças que nos visitaram
(iniciativa da Vanessa Florindo e Ana Mestrinho do 12.º de Economia, no âmbito da AP)

 .

e .. em jeito de despedida-até-para-o-ano ..
a insinuação da filosofia,
afinal a busca de todos os caminhos do ser..

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Educação 2: «o Estado, o mais frio de todos os monstros...»

um texto de Carlos Ventura (IHEC: Instituto Hipócrates de Ensino e Ciência)

Guilherme Valente, cavaleiro quase-solitário
Guilherme Valente (editor da Gradiva) não desiste da sua longa cruzada contra o "eduquês". Toda a gente sabe que hoje se aprende menos e pior que há algumas dezenas de anos. O que não se percebe é como e porquê, em vez de fazermos agora melhor do que no passado, fazemos pior, persistindo nos erros, não os corrigindo e até os agravando, escorregando impotentes pela ladeira da incompetência, da incultura e da iliteracia.. Como é que esta situação se mantém fora de controlo ao longo dos anos?

Há já algum tempo, Guilherme Valente contava-me que em determinada reunião de uma estrutura oficial, um dos participantes fez uma crítica radical e uma análise extremamente lúcida ao sistema de ensino. Quem falava era um especialista sério, com longos anos de experiência e investigação no sector. A nota dissonante é que ele fora até há pouco tempo Ministro da Educação e não tinha conseguido alterar a inércia de que este titanic vai animado. Apesar de o ex-ministro se mostrar consciente dos erros de fundo de todo o sistema (que conhece como poucos), o próprio sistema impede a sua transformação, porque contém nele o estigma que perpetua e reproduz a informação que o impede de mudar radicalmente (quer dizer, na raiz).

Cada vez mais os aparelhos monstruosos que brotaram no século XIX - os partidos posteriormente agrupados em internacionais e lóbis mundiais e regionais, os sindicatos que depois se confederaram, as grandes empresas que evoluíram para os grandes grupos económicos e as multinacionais actuais e os Estados - geram em si mesmos a respectiva continuação, locomotivas sem freio, alimentadas no carvão da auto-preservação que é o destino único da sua única linha.

Falávamos do Estado e de um ministro, cidadão excelente mas ministro impotente e frígido. Então lembremos Nietzsche (1844-1900): "o Estado, o mais frio de todos os monstros...".


Carlos Ventura , 02 Julho 2008 14:31


retirado daqui

 ver também:
Manifesto para a Educação da República, assinado por cerca de 20 000 cidadãos e entregue em 2002 ao então Presidente da República Jorge Sampaio

o (muito preocupante) estado da educação em Portugal

onde se fala sem papas na língua do estado da educação em Portugal e do 'eduquês' como um plano maquiavélico para "dar cabo disto tudo" :




GUILHERME VALENTE, MEDINA CARREIRA e NUNO CRATO
[na SIC Notícias, programa 'Plano Inclinado', sábado, 1/05/2010]

a não perder:
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excerto de uma entrevista a Guilherme Valente (editor da Gradiva) :




"Os professores começaram a perceber o logro de que têm sido vítimas. Não só os professores, também os alunos mais esclarecidos e responsáveis. (...) O logro do facilitismo, de se considerar, hipocritamente, aliás, que as desigualdades diminuem com o nivelamento por baixo, da falta de exigência, a ideia de que a escola é uma brincadeira, e não um esforço pelo qual tem que se passar para se poder progredir pessoal e socialmente. O logro do conjunto de teorias que temos designado pelo termo «eduquês», que, agora, toda a gente percebe o que é e considero estarem hoje, com a actual ministra (melhor, com o actual ministério, porque a ministra me parece não perceber muito bem o que anda a fazer) -- mais à solta do que nunca."
 
G.V. ,30 de Abril de 2007   (texto retirado daqui)
 
a 'ministra' a que se referia G. Valente era Mª L. Rodrigues. Isabel Alçada terá feito alguma diferença neste conturbado mundo da educação?

sexta-feira, 30 de abril de 2010

viagem a Dublin

 .. pois foi um êxito retumbante, como se pode ver no vídeo abaixo, cortesia do André Gonçalves, do 10.º D

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A viagem, destinada prioritariamente aos alunos do 11.º ano e organizada pelas professoras de inglês Alexandrina Nunes, Alice Gonçalves e Ana Lima, realizou-se nas férias da Páscoa e teve como objectivo dar a conhecer aspectos da cultura de um país de língua oficial inglesa, no caso a República da Irlanda (Eire em irlandês).
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Tudo o resto (ou quase :) pode apreciar-se no vídeo abaixo:

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Richard Zimler na Feira do Livro de Lisboa

Sessão de autógrafos - Book Signing
  • Sábado, 1 de Maio de 2010
  •  15:00 - 18:00
  •  Feira do Livro de Lisboa - Lisbon Book Fair

«Vou fazer uma sessão de autógrafos na feira de livro de Lisboa no dia 1 de Maio, sábado, entre 15h00 - 18h00. Estarei na secção da LEYA. Claro que podem convidar amigos, familiares, etc... Também farei sessões no dia 15 e no dia 16 mas ainda não sei o meu horário. Digo-lhes mais tarde. Farei pelo menos uma sessão na Feira do Livro do Porto mas ainda não sei a data.
I will be signing books at the Lisbon Book Fair on the 1st of May, Saturday, from 3 p.m. to 6 p.m. I will be at the section of the Fair run by LEYA publishers. I will be back to do other signings on May 15 and 16, but I don't know my hours yet. »

Richard Zimler
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retirado desta página do facebook

memórias da nossa História: 0 25 de Abril, antes e depois

imagem retirada do sítio da Associação 25 de Abril, aqui
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Forte de Peniche, um dos destinos dos presos políticos: aqui

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Zeca Afonso, o ícon maior da resistência antifascista
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a Revolução dos Cravos: imagens reais

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um filme que sempre me faz chorar, por tão fielmente transmitir o pulsar daqueles dias: Os Capitães de Abril, de Maria de Medeiros

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  • Até Amanhã, Camaradas - Filme de Joaquim Leitão (27 de Abril de 2008 — Portugal, 1944. Num país oprimido por uma ditadura retrógrada, servida por uma polícia política implacável (a PVDE), há quem resista e se organize para mobilizar o povo para a luta pelo pão e pela liberdade. ..... )


  • Cinco Dias, Cinco Noites - Filme de José Fonseca e Costa (1 de Maio de 2008 — Portugal, final dos anos 40. André, 19 anos, vê-se forçado a abandonar o país depois de fugir da prisão.....)
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

bookcrossing

É o dia mundial do livro e a Fnac-Chiado celebra-o de modo original: quem quiser passar por lá hoje e amanhã (entre as 10h e as 22h) pode trocar um livro já lido por outro e ainda recebe um vale de desconto.



books: love them and leave them